
O governador Mauro Mendes (União Brasil) negou que tenha participado da manifestação pela anistia aos condenados pelos atos golpistas de 08 de janeiro de 2023 com objetivo de receber o apoio do ex-presidente da República Jair Bolsonato (PL) para sua possível candidatura ao Senado 2026. O chefe do Executivo mato-grossense foi um dos quatro governadores que compareceram no ato, realizado na em Copacabana, no Rio de Janeiro, no último domingo (16).
Mauro argumentou que sua presença no ato ocorreu por conta das penas que estão sendo aplicadas aos manifestantes que invadiram e depredaram as sedes dos poderes em Brasília. No entanto, fez questão de dizer que os ataques são reprováveis.
Rodinei Crescêncio
“Eu não aprovo sob hipótese alguma os atos do 8 de janeiro. Qualquer pessoa de bom senso não pode aprovar nenhum tipo de invasão em propriedade privada ou pública e os atos de destruição têm que ser penalizados. Entretanto, a pena que está sendo aplicada é muito desproporcional. “, disse o governador, em entrevista coletiva ao lado do presidente da LIDE no Brasil e ex-governador de São Paulo, João Doria, realizada no Palácio Paiaguás, nessa quarta-feira (19).
Sobre a possibilidade de receber o apoio de Bolsonaro na eventual disputa ao Senado. Mauro garante que não esteve na manifestação com esse objetivo. Além disso, afirma ter recebido com tranquilidade os elogios do ex-presidente da República.
“Recebi com muita tranquilidade os elogios que o Bolsonaro fez, algumas citações em off em outro momento. Mas, tenho procurado evitar antecipar o debate eleitoral de 2026 porque nós temos aí enormes desafios na gestão e é sobre eles que estou focado neste momento”, pontuou. Neste sentido, diz que está focado nas ações governamentais. “Mas, ninguém é de ferro, e a gente conversa um pouco de política também”, completou.
Mauro deve disputar o Senado em dobradinha com o deputado federal José Medeiros (PL), ambos com apoio de Bolsonaro. Para governador, defende o nome do seu vice Otaviano Pivetta (Republicanos).

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