
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) chamou Gilberto Cattani e Elizeu Nascimento de “covardes” e “frouxos”. A discussão aconteceu quando o petista defendia o requerimento com pedido de informações sobre os gastos da viagem do governador Mauro Mendes (União Brasil) ao Rio de Janeiro para a manifestação convocada pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) a favor da anistia aos condenados pelos atos golpistas de 08 de janeiro de 2023, que acabou rejeitado pela maioria dos deputados estaduais.
JL Siqueira
Lúdio argumentou que aqueles que pediram a instauração de uma ditadura militar agora acusam o Governo Lula (PL) de instaurar um regime ditatorial no país. O parlamentar ainda afirmou que os colegas temem a prisão de Bolsonaro pela trama golpista e tentam justificar a fuga do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente da República, para os Estados Unidos.
“Os deputados da extrema direita vêm aqui se queixar de uma suposta democracia, agora, não é do meu feitio, mas eu quero usar exatamente a linguagem da extrema direita: sabe o que você são Cattani? Covardes”, afirmou Lúdio, na tribuna, na sessão dessa quarta-feira (19). Veja Abaixo
“Vocês são covardes, vocês são frouxos, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro é um covarde, um frouxo, que no dia 28 de janeiro de dezembro de 2022 abandonou o cargo e fugiu do Brasil para esperar a massa de manobra que ele não teve coragem de acompanhar no dia 8 de janeiro fazer o que fizeram”, completou.
Elizeu Nascimento rebateu a fala de Lúdio e atacou Lula. Da tribuna, chamou o atual chefe do Palácio do Planalto de ladrão e descondensado.
“Se tem alguém covarde é a esquerda que deixou o nosso país arrebentado e destruído economicamente, que precisou desses quatro anos do presidente Bolsonaro resgatar a integridade moral e econômica dessa nossa nação”, disse.
Já Cattani defendeu que a população tem direito de citar um artigo da Constituição para pedir intervenção militar. Também negou que o regime que comandou o país de 1964 até 1985 tem sido ditatorial.
“Quando um cidadão brasileiro ergue uma placa pedindo volta do regime militar, ele cometeu crime?” questionou “Ele não tem o direito de pedir o que bem entende?”, concluiu Cattani.
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