
Ana Paula Azevedo , mãe da jovem Emelly Beatriz Azevedo Sena, de 16 anos, fez novo desabafo pela morte da filha. Ela esteve presente na Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (19), reiterou a brutalidade sofrida pela adolescente e disparou que a suspeita Nataly Hellen Martins Pereira “não merece viver”.
“Essa mulher não merece viver, não tem que ter liberdade”, afirma. “Ela tirou algo de mim muito grande, que é minha filha, uma parte de mim. Não está sendo fácil”, lamenta a mãe. Rodinei Crescêncio/Rdnews
Família de Emelly Sena esteve na ALMT nesta quarta (19), acompanhada do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini
Emelly estava grávida de 9 meses, foi assassinada e teve sua bebê arrancada do ventre enquanto ainda estava viva. O crime aconteceu na última quarta-feira (12). A bombeira civil Nataly Hellen Martins Pereira confessou o crime e segue presa.
“Minha filha foi um sacrifício vivo . Não se faz isso nem com um animal. Eu acredito que o ser humano é mal, mas esse povo superou, foi além da maldade”, completa Ana Paula.
O caso
Emelly Azevedo Sena, havia desaparecido na terça-feira (11), por volta das 12h, após sair de casa, no bairro Eldorado, em Várzea Grande e avisar a família que estava indo para Cuiabá buscar doações de roupas de bebê. O celular parou de funcionar e a família saiu em procura dela, realizando um boletim de ocorrência às 22h.
Na quarta-feira à noite, Nataly e o marido dão entrada no hospital com uma bebê, alegando que o parto teria sido realizado na residência. A equipe médica desconfiou do caso, pois a mulher não tinha indícios de puerpério. Exames apontaram que a mulher não esteve grávida recentemente e que a criança seria de outra mãe.
Arquivo
Na quinta-feira (13) pela manhã, o corpo de Emilly foi encontrado em uma cova rasa, com pernas e braços amarrados, asfixiada com um fio no pescoço e um corte de faca na barriga, sem o bebê.
Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a bebê que estava com Nataly era a filha da adolescente. Quatro suspeitos foram conduzidos, entre eles o marido de Nataly, mas os três foram liberados, tendo permanecido presa apenas a mulher. A investigação aponta que Emelly ainda estava viva quando teve o bebê arrancado do ventre. Os cortes foram precisos e certeiros no útero, não atingindo outros órgãos.
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