
A Câmara Municipal de Vereadores de Várzea Grande rejeitou por unanimidade a denúncia do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) o pedido de cassação ao vereador Kleberton Feitoza Eustáquio (PSB). O requerimento proposto pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) foi posto em votação e rejeitado pelos demais vereadores durante sessão ordinária nesta terça-feira (18).
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Durante a sessão, foi lida a representação em que o CRM protocolou denúncia em face do vereador Feitoza por relato da médica Rita Castilho. A profissional contou que em 23 de janeiro deste ano, por volta de 12h, o vereador esteve na unidade da Saúde da Família do Parque do Lago e invadiu os consultórios médicos de forma “arbitraria e desrespeitosa”.
O CRM alega que o vereador compartilhou informações falsas e distorcidas e que a unidade não faria parte do programa “Saúde na Hora”, com funcionamento das 7h às 11h e das 13h às 17h, estando fechada no momento da visita. Na denúncia consta que o vereador “ofendeu os profissionais de saúde e incitou desconfiança da população contra o serviço público”.
O CRM alega também uma conduta reincidente, já que em 6 de março de 2025 o vereador teria registrado o mesmo comportamento, desta vez no Pronto-Socorro de Várzea Grande, conforme relato da médica Mariana Pedroso. Ele teria invadido a sala de descanso afirmando que os profissionais não exerciam sua função. Com receio, a médica se escondeu no banheiro feminino para não ser filmada.
“A conduta do vereador de expor profissionais da saúde de forma desrespeitosa e sensacionalista atinge o pleno exercício da medicina, criando ambiente hostil de desconfiança contra médicos que atuam na saúde do município”, cita a representação.
A votação foi unânime pela rejeição da denúncia, com exceção do voto de Feitoza, que no caso é o próprio denunciado.

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