Família fará ato em parque no sábado para pedir justiça por Emelly Sena

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A família da adolescente Emelly Beatriz Azevedo Sena , que estava grávida de nove meses e foi assassinada a sangue frio em Cuiabá, irá fazer um ato neste sábado (22) pedindo justiça pela jovem. O ato está marcado para às 15h, no Parque das Águas. Emelly teve sua bebê arrancada do ventre enquanto ainda estava viva. O crime aconteceu no dia 12 deste mês e a principal suspeita do crime, Nataly Hellen Martins Pereira , confessou o crime e segue presa.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

A informação foi revelada pelo prefeito Abilio Brunini nesta terça-feira (18). Ana Paula Azevedo, mãe da jovem, discursou na tribuna livre da Câmara de Cuiabá , nesta manhã. “A manifestação vai ser pedindo por justiça pela Emelly e por todas as mulheres que são vítimas de feminicídio no estado do Mato Grosso, no nosso município de Cuiabá, vítimas dessas atrocidades que têm acontecido”, diz Abilio.

Ainda segundo o prefeito, a mãe de Emelly irá na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (19), reforçar o pedido por justiça. “Eu falei com o Max Russi [presidente da Assembleia Legislativa], ontem. Ela fará uma fala amanhã também na Assembleia para pedir apois também aos deputados”, reitera Abilio.

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Pedidos por doações

Além do pedido por justiça, Abilio revelou que a família de Emelly também está precisando de doações de leite, fraldas e outros alimentos para Liara, bebê da adolescente. As doações podem ser feitas na Câmara Municipal e na Secretaria da Mulher.

“Aqui na Câmara Municipal, assim como na Secretaria da Mulher, há um ponto de apoio para quem quiser ajudar a família. Estão precisando de alguns materiais como leite, fraldas e outros alimentos assim”, disse Abilio.

O que exceder das doações será transferido para outras famílias carentes de Cuiabá. “O que exceder das colaborações será transferido para outras mães, outras crianças, para que também aqueles que precisam. A Secretaria de Assistência Social, a Secretaria da Mulher, a Secretaria de Segurança Pública e a Ordem Pública estão fazendo o seu trabalho de apoio”, completa Abilio.

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O caso

Emelly Azevedo Sena desapareceu na terça-feira (11), por volta das 12h, após sair de casa, no bairro Eldorado, em Várzea Grande e avisar a família que estava indo para Cuiabá buscar doações de roupas de bebê. O celular parou de funcionar e a família saiu em procura dela, realizando um boletim de ocorrência às 22h.

Na quarta-feira à noite, Nataly e o marido dão entrada no hospital com uma bebê, alegando que o parto teria sido realizado na residência. A equipe médica desconfiou do caso, pois a mulher não tinha indícios de puerpério. Exames apontaram que a mulher não esteve grávida recentemente e que a criança seria de outra mãe.

Na quinta-feira (13) pela manhã, o corpo de Emilly foi encontrado em uma cova rasa, com pernas e braços amarrados, asfixiada com um fio no pescoço e um corte de faca na barriga, sem o bebê.

Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a bebê que estava com Nataly era a filha da adolescente. Quatro suspeitos foram conduzidos, entre eles o marido de Nataly, mas os três foram liberados, tendo permanecido presa apenas a mulher. A investigação aponta que Emelly ainda estava viva quando teve o bebê arrancado do ventre. Os cortes foram precisos e certeiro no útero, não tendo atingido outros órgãos. Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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