
O Hospital Veterinário (HOVET) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) amanheceu com as portas fechadas nesta terça-feira (18) devido à paralisação dos funcionários terceirizados. O protesto ocorre em resposta aos constantes atrasos salariais e às condições precárias de trabalho enfrentadas pelos trabalhadores.
Conforme apurado pelo , os funcionários responsáveis por serviços essenciais, como limpeza, recepção e atendimento em caixa, alegam que há meses sofrem com pagamentos irregulares. Além disso, denunciam a falta de uniformes e equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados, bem como atrasos no vale-transporte e alimentação, o que compromete diretamente suas condições de trabalho e sustento.
A pró-reitora de Administração da UFMT, Marilda Santos, destacou a dependência do hospital em relação aos serviços terceirizados. “A gente fica à mercê das contratações da empresa nesse formato que utilizam, com esses atrasos e a falta de cumprimento de deveres. Os benefícios também ficam prejudicados sem atendimento”, afirmou.
Devido à paralisação, os manifestantes bloquearam a entrada do hospital, impossibilitando o acesso de tutores e interrompendo exames, consultas e atendimentos de emergência. A suspensão dos serviços tem gerado preocupação entre os responsáveis pelos animais, que temem prejuízos na assistência veterinária.
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A UFMT se manifestou por meio de nota, informando que está em dia com todos os pagamentos à empresa NR BASSO, responsável pelos funcionários terceirizados do HOVET. A instituição declarou ainda que se solidariza com os trabalhadores e que está adotando medidas legais para garantir que a empresa regularize os salários atrasados.
Além do atendimento veterinário à comunidade, o HOVET é fundamental para a formação de médicos veterinários na graduação, residência, mestrado e doutorado. O hospital serve como local de ensino prático, desenvolvimento de pesquisas e atividades de extensão.
Somente em 2023, o HOVET realizou mais de 2.700 atendimentos a cães e gatos, 95 atendimentos a animais silvestres e 26 a grandes animais. Além disso, foram feitos cerca de 370 procedimentos cirúrgicos e mais de 18 mil exames complementares de diagnóstico.
Até o momento, não há previsão para o retorno dos atendimentos no hospital veterinário.

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