
Erlan Aquino
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), recebeu os familiares da jovem Emelly Sena, vítima de um dos crimes mais cruéis já registrados na Capital mato-grossense. Além de brutalmente assassinada, Emelly teve seu bebê arrancado do ventre, quando estava viva, e morreu em seguida após agonizar. Após o caso gerar comoção nacional e internacional, a Prefeitura de Cuiabá se mobiliza para para prestar assistência à família.
Acompanhado da primeira-dama, Samantha Iris, o prefeito garantiu que o município está empenhado em oferecer suporte por meio da Secretaria da Mulher, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Ordem Pública, Secretaria de Segurança e Comunicação. Durante o encontro, que contou com a presença de tios, tias e da prima da vítima – representando a mãe de Emily, Ana Paula Peixoto de Azevedo – a o prefeito reforçou o compromisso de garantir atendimento psicológico e assistência social aos familiares, além de medidas protetivas para a criança sobrevivente, que está sob os cuidados da avó materna.
“É um crime que choca a todos nós. Como gestor e, acima de tudo, como ser humano, não podemos ficar indiferentes. A Prefeitura de Cuiabá está ao lado dessa família e dará todo o suporte necessário neste momento de dor”, afirmou Abilio Brunini.
Campanha de arrecadação e pedido de justiça
Nesta terça-feira (18), às 9h30, os familiares da jovem estarão na Câmara de Cuiabá, onde pedirão justiça pelo crime bárbaro. O prefeito Abilio Brunini também participará da sessão, reforçando o apelo por justiça e anunciando o lançamento de uma campanha solidária para arrecadar leite, fraldas, roupas e outros itens essenciais. As doações serão destinadas tanto à filha de Emelly quanto a outras famílias em situação de vulnerabilidade.
Os pontos de arrecadação estarão localizados na própria Câmara e na Secretaria da Mulher, que fica localizada na Avenida Getúlio Vargas. A avó da criança participará da sessão da Câmara Municipal.
A primeira-dama Samantha Íris destacou a importância da mobilização da sociedade em apoio aos familiares da jovem assassinada e sua filha. “É um momento de grande dor, mas também de união. Precisamos apoiar essa família e garantir que essa tragédia jamais seja esquecida. Além disso, de apoiar a filha de Emily”, declarou.
Caso
Emelly Azevedo Sena desapareceu na última terça-feira (11), por volta das 12h, após sair de casa, no bairro Eldorado, em Várzea Grande e avisar a família que estava indo para Cuiabá buscar doações de roupas de bebê. O celular parou de funcionar e a família saiu em procura dela, realizando um boletim de ocorrência às 22h.
Na quarta-feira à noite, Nataly e o marido deram entrada no hospital com uma bebê, alegando que o parto teria sido realizado na residência. A equipe médica desconfiou do caso, pois a mulher não tinha indícios de puerpério. Exames apontaram que a mulher não esteve grávida recentemente e que a criança seria de outra mãe.
Na quinta (13) pela manhã, o corpo de Emelly foi encontrado em uma cova rasa, com pernas e braços amarrados, asfixiada com um fio no pescoço e um corte de faca na barriga.
Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a bebê que estava com Nataly era a filha da adolescente. Quatro suspeitos foram conduzidos, entre eles o marido de Nataly, mas os três foram liberados, tendo permanecido presa apenas a mulher.
A investigação aponta que Emelly ainda estava viva quando teve o bebê arrancado do ventre. Os cortes foram precisos e certeiro no útero, não tendo atingido outros órgãos. Nataly confessou em depoimento que antes de matar Emelly, pediu desculpas e disse que cuidaria da bebê – entenda (Com Assessoria)
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