Jayme promete 20 mil casas e veto a violência da PM em desapropriações

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O senador Jayme Campos (União Brasil), que garante ter disposição e cacife para pleitear o Governo do Estado nas eleições de 2026, lançou suas primeiras promessas de campanha, como a construção de 20 mil casas populares, visando amenizar o déficit habitacional na Capital mato-grossense. Neste cenário, tratou de alfinetar a desocupação do loteamento ilegal, Brasil 21, na região do Contorno Leste , sem que o Governo ou Prefeitura atuasse em favor de uma negociação e ajudasse as famílias carentes que estavam instaladas.

Geraldo Magela/Agência Senado

Jayme pontuou que além dos lotes,  serão doados sem financiamento, quer conceder materiais de construção, oportunizando a moradia própria, com todo o aparato dos serviços públicos e concessionados, como água, esgoto e luz. Ele criticou a falta de políticas habitacionais de gestores, que não buscam solucionar os problemas, mas sim, acabam tensionando ainda mais a luta por moradia.

“Se voltar a ser governador, vou construir 20 mil lotes, o Pedra 90 – 2 e Pedra 90 – 3, aqui em Cuiabá, com luz, água, asfalto e com colégio e creche, para dar oportunidade, Cuiabá tem um déficit de 100 mil casas. Não vai acontecer e nunca mandei a Polícia Militar espancar ninguém, como vi aqui no Contorno Leste. O pau comeu e porque não fez acordo com o proprietário da área e comprasse e loteasse assim que que eu fiz no Pedra 90?”, disparou Jayme, em entrevista à Rádio CBN, nessa segunda-feira (17). Veja Abaixo

Jayme tenta bancar seu projeto, frente ao interesse do governador Mauro Mendes (União Brasil), de apoiar seu atual vice, Otaviano Pivetta (Republicanos). Neste último final de semana, Mauro deu outro passo importante, como a reaproximação com PL, ao comparecer ao ato pela anistia dos condenados pelo ataque à sede dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. A possível aliança com o ex-presidente da República  Jair Bolsonaro (PL), pode travar o projeto de Jayme, mas ele, contudo, não vê problemas em caminhar sozinho, se for o caso.

“Mauro Mendes é Mauro Mendes e Jayme Campos é Jayme Campos. Nós somos do mesmo partido hoje, mas, evidentemente, se não há possibilidade de caminharmos juntos, é aquela história. Caminho de gente feia é por onde veio, cada um vai ter que tomar seu rumo e preparar a sua campanha. Eu não sou refém do Mauro e ele muito menos. Fomos parceiros em 2018 e um bom parceiro como Jayme Campos é uma raridade em qualquer cenário neste país”, reforçou, destacando seu poder de articulação e influência.

Caso seja abafado em seu projeto ao Governo, Jayme pode ir à reeleição e atrapalhar Mauro, quem também quer ir ao Senado, em um arco que pode ter composição com o federal José Medeiros (PL), que está na fila desde de 2022, quando acatou pedido de Bolsonaro, para a dobradinha entre Mauro e o senador Wellington Fagundes (PL).

Link da Matéria – via RD News

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