Psiquiatra forense vê traços de psicopatia em suspeita de matar jovem grávida

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O psiquiatra forense Guido Palomba avaliou que Nataly Hellen Martins Pereira , suspeita do homicídio de Emelly Sena, possui uma personalidade anormal, com traços de psicopatia e o que a criminologia chama de “loucura lúcida”. Palomba foi o psiquiatra responsável por analisar o perfil de criminosos como Suzane Von Richthofen, condenada a mais de 39 anos de prisão, em 2002, pelo crime de parricídio (homicídio praticado contra os pais).

A adolescente grávia Emelly Sena, de 16 anos, foi morta no dia 12 de março  em Cuiabá, após ter seu bebê tirado de sua barriga. Ela foi atraída por Nataly até uma casa no bairro Jardim Florianópolis, na Capital, para uma suposta doação de roupas de criança. A suspeita foi presa após tentar registrar a bebê de Emelly como sua no Hospital Santa Helena. 

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Em entrevista ao portal Primeira Página, Guido destacou que há “ausência completa de sentimentos superiores” em Nataly.

“Primeiro, é um egoísmo extremo, o que ela queria é roubar a criança. A segunda característica: ausência completa de sentimentos superiores, de piedade, de compaixão, de altruísmo. Ela amarrou, cortou a pessoa ainda viva. Depois vem a frieza extrema. Para fazer tudo o que ela fez tinha que ter uma frieza afetiva absoluta. E outra, ausência completa de valores éticos e morais e mais um um certo estreitamento de consciência”, afirmou o psiquiatra. 

Com as investigações, a Polícia Civil concluiu que o crime foi premeditado . A partir disso, Palomba apontou que o perfil de Nataly já é conhecido pela criminologia. 

“É um crime chocante, cometido por uma personalidade já bem conhecida da literatura médica da criminologia. É uma personalidade anormal descrita como loucura moral, loucura lúcida, psicopatia, condutopatia”, concluiu. 

O caso 

Emelly Azevedo Sena havia desaparecido na terça-feira (11), por volta das 12h, após sair de casa, no bairro Eldorado, em Várzea Grande e avisar a família que estava indo para Cuiabá buscar doações de roupas de bebê. O celular parou de funcionar e a família saiu em procura dela, realizando um boletim de ocorrência às 22h.

Na quarta-feira à noite, Nataly e o marido deram entrada no hospital com uma bebê, alegando que o parto teria sido realizado na residência. A equipe médica desconfiou do caso, pois a mulher não tinha indícios de puerpério. Exames apontaram que a mulher não esteve grávida recentemente e que a criança seria de outra mãe.

Na quinta (13) pela manhã, o corpo de Emelly foi encontrado em uma cova rasa , com pernas e braços amarrados, asfixiada com um fio no pescoço e um corte de faca na barriga.

Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a bebê que estava com Nataly era a filha da adolescente. Quatro suspeitos foram conduzidos, entre eles o marido de Nataly, mas os três foram liberados, tendo permanecido presa apenas a mulher.

A investigação aponta que Emelly ainda estava viva quando teve o bebê arrancado do ventre. Os cortes foram precisos e certeiro no útero, não tendo atingido outros órgãos. Nataly confessou em  depoimento que antes de matar Emelly, pediu desculpas e disse que cuidaria da bebê .

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Link da Matéria – via RD News

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