
Após criticar a alimentação da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e solicitar o envio de alimentos e refeições especiais , no mínimo três vezes por semana, “para manter-se vivo”, o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. Ele está preso desde novembro, quando foi alvo da Operação Sisamnes , por suspeita de ser intermediador no esquema de venda de sentenças com o advogado Roberto Zampieri – morto a tiros em dezembro de 2023 .
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A decisão é do ministro Cristiano Zanin, após vários apelos feitos pela defesa do lobista. No entanto, a transferência só foi autorizada após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo o UOL.
A PGR opinou a favor da transferência do empresário para o sistema penitenciário federal. A defesa do empresário, porém, foi contra a transferência para um sistema mais rigoroso, defendeu que ele fosse para prisão domiciliar devido a sua saúde, e comparou a mudança a uma forma de “tortura” para tentar obter uma delação premiada.
O ministro Zanin, entretanto, rejeitou o pedido e acolheu a manifestação da PGR para mandá-lo a um presídio federal.
Em fevereiro deste ano, Andreson já havia pedido ao juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, acesso a uma alimentação especial na PCE. A defesa do empresário usou como justificativa a cirurgia bariátrica feita por ele em 2020.
Além deste, houveram vários pedidos para prisão domiciliar em razão da sua saúde. O Supremo Tribunal Federal (STF) negou todos os pedidos da defesa de Andreson até agora. Já foram quatro decisões contra os pedidos de soltura ou transferência de prisão.
Andreson está desde o dia 26 de novembro na PCE. Desde dezembro, ele estava em uma cela isolada, destinada a presos de alta periculosidade, e, segundo sua defesa, estaria submetido a condições insalubres.
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