Defesa pede exame de sanidade de mulher que confessou ter matado grávida

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A defesa de Nataly Helen Martins Pereira, que confessou ter assassinado a grávida Emelly Azevedo Sena , de 16 anos, solicitou ao juiz da 14º Vara Criminal de Cuiabá o exame de sanidade mental na suspeita. Ao , o advogado Ícaro Vione afirmou que o pedido feito, durante audiência de custódia, nessa sexta-feira (14), para entender se há algum incidente de sanidade mental nela. A Justiça negou.  

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Nataly está presa, de forma preventiva, pelo assassinato e ocultação de cadáver de Emelly, e também pelo roubo da filha dela , que foi retirada do ventre da mãe com uma faca, enquanto a vítima ainda estava viva.

“A defesa não entende a natureza do ato, do crime e a maneira como ele foi feito e foi confessado. Devido à gravidade do ato, da barbaridade que foi cometida, a defesa entende que uma pessoa em sã consciência jamais teria cometido um ato da maneira como foi cometido e confessado por ela”, afirmou Ícaro.

“Diante da falta de conhecimento técnico para afirmar se alguém é insano ou não, eu pedi para que o juiz realizasse e restaurasse essa investigação”, acrescentou. Ainda segundo a defesa, não há informação sobre algum problema psicológico ou tratamento sendo frequentado por Nataly.

Durante a audiência de custódia, o juiz converteu a prisão em flagrante de Nataly em prisão preventiva. O magistrado não acolheu o pedido do exame de insanidade, informando que isso fosse feito posteriormente, no inqúerito policial, pelo juiz responsável por tal inquérito, que ainda não foi instaurado.

“Ele disse que deve ser feito pelo juiz competente, já que a audiência de custódia era só para avaliar o auto de prisão flagrante e averiguar se ocorreu algum tipo de ilegalidade na prisão dela. Foi constatado que não houve ilegalidade e a prisão foi convertida em preventiva”, informou.

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A defesa revela também que não pretende, num primeiro momento, entrar com pedido de habeas corpus, visto que não enxerga elementos suficientes para a conversão da prisão em liberdade.

O caso

Segundo a investigação da Polícia Civil, Nataly retirou a bebê da barriga de Emelly, com uma faca, momentos antes de matar a jovem enforcada com um cabo de internet e asfixiada com sacolas na cabeça. Em seguida, ela jogou o corpo da adolescente em uma cova rasa, no quintal da casa do irmão dela. Nataly havia atraído a adolescente para a residência, no bairro Jardim Florianópolis, na terça-feira, com a desculpa de que teria roupinhas de bebê para doar. A jovem foi buscar as doações, quando caiu na emboscada.

A investigação aponta que Nataly retirou a bebê do ventre da adolescente, com um corte, enquanto ela ainda estava viva. Os cortes foram precisos. A suspeita ainda confessou, em seu depoimento à Polícia Civil, que antes de matar Emelly, pediu desculpas e falou que cuidaria da filha dela.

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Link da Matéria – via RD News

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