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O vereador por Várzea Grande e candidato à reeleição, Pablo Pereira (União Brasil), solto nesta segunda-feira (23), foi recebido com festa pelos apoiadores no comitê de campanha. Com bandeiras e cartazes, os apoiadores receberam o parlamentar ao som de fogos e do jingle da campanha.
O parlamentar havia sido preso na sexta-feira (20), durante a Operação Gota D’água , que investiga suposto esquema de propinas na Diretoria Comercial do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG).
Pablo foi solto por decisão do desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que considerou desnecessária a manutenção da detenção preventiva para o prosseguimento das investigações, que permanecem em sigilo. Magistrado impôs medidas cautelares.
Segundo os advogados Rodrigo Araújo e Michel Pereira, a libertação do vereador ocorreu após o julgamento do habeas corpus (HC) impetrado pela defesa, que contestou a decisão anterior de prisão preventiva.
Operação Gota D’Água
A segunda fase da Operação Gota D’Água foi deflagrada na sexta-feira (20) para o cumprimento de 123 mandados judiciais, expedidos pelo Juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo).
Durante a investigação da Deccor foi identificada a suposta cobrança de valores, por servidores públicos, para a execução de serviços que eram devidos pelo DAE aos consumidores. Auditorias ainda revelaram prejuízos para a autarquia em razão da exclusão ilegal de débitos e também em razão de diminuição indevida de valores de faturas, tudo mediante recebimento de dinheiro por servidores.
Em relação apenas às duas últimas espécies de fraudes, a estimativa é que desde 2019, a autarquia tenha sofrido um prejuízo de aproximadamente R$ 11,3 milhões. Foi determinado o sequestro de 6 imóveis e 26 veículos, além do bloqueio de valores das contas dos 22 investigados no valor do prejuízo estimado.
Outra providência determinada pelo Nipo foi a realização de auditoria em todas as modificações de valores de contas de água que foram feitas pela Diretoria Comercial do DAE-VG, desde 2019.
A pedido da Polícia Civil, a Justiça também proibiu tanto o Poder Executivo de Várzea Grande quanto o Poder Legislativo do município de nomear ou contratar qualquer um dos investigados para exercer cargos na administração municipal.
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