Cortes precisos não atingiram órgãos e foram certeiros no útero, diz Politec

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Cortes precisos, preservando órgãos e vísceras, permitiram a retirada do útero, segura e sem qualquer ferimento, do bebê que Emilly Azevedo Sena, de 16 anos, carregava no ventre. Jovem foi cruelmente assassinada. A revelação foi feita por integrantes da Politec durante coletiva à imprensa, realizada na manhã desta sexta (14). Conforme Alessandra Carvalho Mariano, diretora metropolitana da Politec, foram identificados dois cortes extensos no abdômen.

“Quem é cirurgião sabe que foram lesões precisas. Lesões de que não houve hesitação durante o início ao fim. Então, preservou camadas, inclusive, de outras vísceras, outros órgãos e foi certeira no útero. Abriu o útero, fez uma miotomia, preservando, inclusive, o concepto que nós tivemos de informação depois que o nenê estava bem. Então, assim, não machucou o nenê. Então, na hora que um cirurgião, um obstetra, vai fazer uma retirada, fazer uma cesariana, às vezes pode acontecer, inclusive, de machucar o nenê. Questões técnicas, exposição. Você tem que colocar a mão, além de abrir o útero, você tira com manobras.  Então, a manobra foi muito bem feita”, detalhou Alessandra, ao ser questionada se é possível afirmar que Nataly Hellen Martins Pereira, que confessou o crime, teria conhecimentos técnicos.

Reprodução

Conforme as autoridades policiais, agora as investigações prosseguem para saber se, de fato, Nataly agiu sozinha ou se teve a ajuda de mais alguém. O que se sabe, até agora, é que a vítima teria sido atraída para a emboscada após a suspeita confessa ter dito que teria roupas de bebê para doar. Chegando ao local, Emilly teria sido imobilizada com fios e sacolas – nos braços, pernas e pescoço.

Inicialmente, a Polícia Civil acreditava que ela teria sido morta enforcada e o parto feito em seguida. A Politec, entretanto, aponta que a jovem estava viva no momento da retirada do bebê (uma menina) e que morreu “ensanguinhada”, ou seja, perdeu todo o sangue.

“A gente pode afirmar é que ela sofreu muito”, frisou Alessandra, lembrando que todos os crimes deixam vestígios e que a Politec vai auxiliar a Polícia Civil a desvendar a dinâmica do crime.

Caso

Emilly Azevedo Sena havia desaparecido na terça-feira (11), por volta das 12h, após sair de casa, no bairro Eldorado, em Várzea Grande e avisar a família que estava indo para Cuiabá buscar doações de roupas de bebê. O celular parou de funcionar e a família saiu em procura dela, realizando um boletim de ocorrência às 22h.

Na quarta-feira à noite, Nataly e o marido deram  entrada no hospital com uma bebê, alegando que o parto teria sido realizado na residência. A equipe médica desconfiou do caso, pois a mulher não tinha indícios de puerpério. Exames apontaram que a mulher não esteve grávida recentemente e que a criança seria de outra mãe.

Na quinta (13) pela manhã, o corpo de Emilly foi encontrado em uma cova rasa, com pernas e braços amarrados, com um fio no pescoço e um corte de faca na barriga, sem o bebê.

Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a bebê que estava com Nataly era a filha da adolescente. Outros três homens, incluindo o marido de Nataly, chegaram a ser conduzidos até a delegacia, mas foram liberados. Caso segue sob investigação.

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Link da Matéria – via RD News

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