
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem utilizado um detector de mentiras para evitar qualquer tipo de vazamento de informações. O caso não é escondido e foi informado, inclusive, pelo Departamento de Segurança Interna e por Kristi Noem, secretária de Interior.
“O Departamento de Segurança Interna é uma agência de segurança nacional. Nós podemos, devemos e faremos o polígrafo em nossos funcionários”, defendeu Noem em entrevista à CBS.
Jim WATSON / AFP
De acordo com ela, essa alternativa pode ser usada já que o país está “cumprindo a lei” e “seguindo os procedimentos para manter as pessoas seguras”.
Nos últimos, a secretária afirmou que tinha identificado duas pessoas que vazaram informações dentro do departamento e teriam colocado a “vida dos agentes em risco”. Segundo a política, o objetivo era processar os dois e responsabilizar pelo que fizeram. Eles podem pegar até dez anos de prisão.
O polígrafo tem seu uso questionado por autoridades judiciais pelo mundo. Além disso, cientistas discutem se realmente tem alguma utilidade.
Como começou?
Toda a polêmica ganhou corpo nas últimas semanas após muitas informações vazadas sobre a política de imigração do governo Trump. Desde janeiro, ele vem adotando uma política de zero permissibilidade para a continuidade de imigrantes ilegais no país.
Com os vazamentos, houve até mudança na agência de imigração. O ex-assessor de Noem quando ela foi governadora da Dakota do Sul, foi escolhido como vice-diretor; já Todd Lyons, ex-diretor de operações em campo do setor de fiscalização da agência, virou diretor da ICE.

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