
Sob fortes vaias e protesto, os vereadores da Câmara Municipal de Tangará da Serra (a 252 km de Cuiabá), aprovaram por unanimidade os dois projetos de resolução para o pagamento de auxílio-saúde e auxílio-alimentação no valor de R$ 2,5 mil cada, durante sessão ordinária nesta terça-feira (11). A aprovação se deu enquanto cidadãos tangaraenses gritavam “vergonha”, “vagabundos”, “ninguém sabe falar?”, entre outras ofensas.
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O presidente da Câmara, Edmilson Porfírio (Podemos), se indignou com o protesto popular e determinou a retirada dos cidadãos que “atrapalhassem” a sessão: “Coronel, a partir de agora, quem estiver gritando ou atrapalhando a sessão, uma ordem para retirar do plenário”. Nesse momento, as vaias se intensificaram, provocando a suspensão da sessão por 10 minutos, a pedido do presidente.
Ao usar o espaço na tribuna, Porfírio declarou uma passagem bíblica para os presentes: “Não julgueis, para não serem julgados. Não condenei, para não serem condenados”. Ele ainda leu uma nota, defendendo que o benefício segue a legalidade, sem a criação de qualquer nova despesa: “Deixamos claro que não se trata de reajuste salarial”.
Os projetos são de iniciativa dos 14 vereadores, sob a alegação de margem dentro do orçamento da própria Câmara, que em 2025, tem duodécimo de R$ 15 milhões. Agora, as duas matérias que concedem o montante de R$ 5 mil em benefícios será enviada para sanção ou veto do prefeito Vander Masson (União Brasil).
Se sancionado, os recursos serão somados ao salário de R$ 6,7 mil recebido por cada parlamentar – com exceção do presidente, Edmilson Porfírio (Podemos), cujo salário é de R$ 9,7 mil em razão do cargo que ocupa. Além, disso, ainda há a Verba Indenizatória, que está fixada em quase R$ 6,4 mil.
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