
Após oito anos à frente da Prefeitura de Sorriso, o prefeito Ari Lafin (PSDB) deixará o cargo com uma marca negativa em seu governo: a ausência de construção de casas populares. Prometidas como uma das principais plataformas de suas campanhas em 2016 e 2020, as unidades habitacionais destinadas às famílias de baixa renda nunca foram concretizadas.
Rodinei Crescêncio
Durante seu primeiro mandato, iniciado em 2017, o prefeito assegurou à população que os projetos habitacionais seriam prioridade, constando inclusive no seu plano de governo divulgado em agosto de 2016. No entanto, ao final de seus quatro anos, nenhum loteamento foi iniciado.
Reeleito em 2020 com a promessa de finalmente iniciar a construção das casas populares e tendo como diretrizes do plano de governo a construção de três mil unidades habitacionais, Ari Lafin enfrentou novas dificuldades. Em seu segundo mandato, apesar de repetidas promessas e anúncios de parcerias com Governo Estadual e União, a situação permaneceu inalterada.
Neste último mês, véspera de eleição, a Prefeitura anunciou que “aguarda para os próximos dias, o resultado da avaliação, pela Caixa Econômica Federal, dos projetos dos conjuntos habitacionais que vão abrigar os 1.040 apartamentos que serão erguidos no município”. Sem citar datas para o tão aguardado início das obras, a Administração Municipal parece querer colocar panos quentes na situação que começa a fugir do controle, visto que foi assunto amplamente debatido pelos vereadores de Sorriso.
Em matéria oficial, o Executivo ainda cita a parceria com o Governo do Estado, via programa estadual SER Família Habitação, que deveria resultar em 50 casas para famílias em situação de extrema vulnerabilidade social. Porém, o prazo para que este convênio fosse firmado finda em 11 de dezembro deste ano e nada foi feito desde sua assinatura em outubro de 2023.
A gestão de Lafin também foi marcada por investigações sobre rachadinha, desvios de dinheiros da Saúde, funcionários fantasmas, atrasos em outros projetos de infraestrutura e críticas à transparência na administração dos recursos públicos.
Enquanto isso, as famílias que dependem das casas populares aguardam ansiosas por uma solução definitiva. Para muitos, a moradia própria continua sendo um sonho distante, alimentado por promessas não cumpridas e pela esperança de uma gestão mais eficaz.
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