
O presidente da Câmara de Várzea Grande Wanderley Cerqueira (MDB) celebra a cessão oficial do prédio do antigo Fórum para ser a nova sede do Legislativo. A prefeita Flávia Moretti (PL) sancionou a lei nesta segunda (10). Em entrevista à imprensa, Cerqueira revela que a ideia é que a estrutura do Parlamento já esteja no local no mês que vem. “Isso aí (antigo Fórum) já era nosso, a prefeita só devolveu”, disparou, numa referência ao fato do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB) ter assinado decreto cedendo o prédio para os vereadores no final do ano passado.
A liberal, entretanto, anulou o ato sob justificativa de que precisava analisar a situação porque o local abriga também a sala cofre da Guarda Municipal. Passados quase dois meses e meio, enfim, o antigo Fórum foi oficialmente cedido ao Legislativo.
Questionado se a sanção da lei é um aceno de paz entre o Legislativo e Executivo, que vivem tensão desde 1º de janeiro, Cerqueira reage: “Aqui é o Poder Legislativo e lá o Executivo. O que é o papel do Legislativo? Será que é ir lá dar bênção pra prefeita? Não, né. É fiscalizar, legislar e cobrar”.
Apesar disso, ele nega que haja “guerra” silenciosa com a prefeita. “Paz sempre teve, não estamos em guerra com ninguém não, mas vamos fiscalizar”, avisa.
Rdnews
Wanderley Cerqueira e prefeita Flávia Moretti vivem momentos de tensão desde o início do ano
“Construindo pontes”
Nos últimos dias, vários vereadores se movimentaram para apaziguar os ânimos entre o Legislativo. Uma reunião entre Flávia e Cerqueira chegou a ser marcada, mas acabou não ocorrendo.
O presidente ressalta que houve incompatibilidade de agenda, mas que está de portas abertas para conversar com a liberal. “Ninguém fugiu não, não teve [a reunião]. A agenda minha não deu com a dela. Estou com a agenda cheia, muita cobrança e o povo muito em cima da gente, cobrando. Vereador indo no PSVG cobrando médico que estava deitado lá”, ironiza.
Conforme fontes, um dos problemas na relação é o fato da prefeita ter acionado a Justiça para reduzir o duodécimo do Legislativo de 6% para 5%, mesmo com a Câmara tendo um parecer favorável do TCE. Sobre este tema, ainda não há acordo. “Orçamento [duodécimo], ela tem que vir aqui tocar com 5%, porque eu não consigo”, diz o presidente, não escondendo o seu descontentamento.
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