
Pablo Pereira (União), vereador por Várzea Grande que foi preso na sexta-feira (20) durante a Operação Gota d’Água, foi solto por decisão da Justiça. Ele é um dos alvos da investigação sobre supostos crimes cometidos dentro da Diretoria Comercial do Departamento de Água e Esgoto do município de Várzea Grande (DAE-VG).
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A confirmação da soltura de Pablo foi feita pela defesa dele, patrocinada pelo advogado Rodrigo Araújo. O processo tramita sob sigilo.
O parlamentar foi alvo de busca e apreensão e teve o seu mandato suspenso pela Justiça. Ele seria um dos líderes da organização criminosa juntamente com o diretor do DAE. De acordo com a polícia, Pablo atuava para realizar pressão política com a finalidade de fazer valer os objetivos do grupo criminoso.
Ele também teria utilizado o DAE para se beneficiar politicamente, usando vários servidores em sua campanha à reeleição, e a estrutura pública da autarquia municipal.
O caso
No decorrer das investigações, foram apontadas diversas espécies de fraudes e uma ação corrupta na Diretoria Comercial do DAE, praticadas pela organização criminosa, pelo menos desde o ano de 2019 e até a atualidade. Ao que tudo indica, em qualquer ocasião que fosse possível obter valores indevidos em razão da prestação do serviço público de saneamento básico, uma significativa parte dos servidores da Diretoria Comercial do DAE não hesitava em receber os valores ilegais.
Foram identificadas diversas situações em que foi dificultado o acesso da população várzea-grandense à ligação de água, com problemas artificialmente criados, além de diversas situações de cobrança de propina. Segundo elementos probatórios coletados, alguns servidores realizavam o trabalho rotineiro apenas mediante pagamento de propina. E a situação era de conhecimento do chefe do setor, que é apontado como um dos líderes da organização criminosa.
O outro líder indicado é o vereador, que tinha como principal função exercer pressão política com a finalidade de fazer valer os objetivos do grupo criminoso.
Ao todo foram 123 mandados judiciais decretados pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo). Entre eles, 11 prisões preventivas, 25 mandados de busca apreensão e 18 afastamentos. A decisão que autorizou a operação determinou ainda o sequestro de 6 imóveis e 26 veículos, além do bloqueio de valores das contas dos 22 investigados no valor do prejuízo estimado.

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