TJ solta vereador preso por suposto esquema de corrupção no DAE-VG

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O vereador por Várzea Grande e candidato à reeleição, Pablo Pereira  (União Brasil) solto nesta segunda-feira (23). O parlamentar foi alvo da operação Gota D’água, que investiga o esquema de propinas na Diretoria Comercial do Departamento de Água e Esgoto do município de Várzea Grande (DAE-VG). A decisão é do desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A informação foi confirmada ao   pelo advogado do vereador, Rodrigo Geraldo Ribeiro de Araújo. O jurista disse ainda que o processo está em segredo de Justiça e não pode passar mais informações sobre o caso. 

Pablo foi preso na sexta-feira (20) e passou por audiência de custódia   e  teve a prisão preventiva mantida. O parlamentar já havia sido afastado do cargo, conforme decisão da Câmara dos Vereadores. 

Ainda na sexta, a defesa de Pablo informou que havia solicitado a revogação da prisão preventiva, mas o magistrado havia declarado não ter tempo hábil para a análise da tese, de modo que a apresentação de um pedido, de forma escrita, que seria analisada no tempo adequado.

Operação Gota D’Água

123 mandados judiciais, expedidos pelo Juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo), entre prisões preventivas, busca e apreensão, suspensão de função pública, sequestro de bens e bloqueio de valores e medidas cautelares diversas.

Conforme a Polícia Civil, a principal medida é a determinação de intervenção imediata do município de Várzea Grande na diretoria comercial do DAE, com o objetivo de restabelecer a prestação regular e efetiva do serviço público de abastecimento de água e esgoto, que foi cooptado pelo grupo criminoso.

Entre as ordens judiciais estão 25 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em endereços vinculados a 22 pessoas investigadas.

Foram decretadas 11 prisões preventivas e 18 ordens de suspensão do exercício da função pública. Estão sendo afastados das funções 15 servidores da Diretoria Comercial do DAE-VG; um servidor da Câmara de Vereadores do município; um funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços na Diretoria Comercial do DAE.

Também foram determinadas cinco medidas cautelares diversas contra 11 investigados (dentre os quais, sete são servidores da Diretoria Comercial do DAE e um é ex-servidor do mesmo setor). As principais são: proibição de manterem contato entre si e com os demais investigados; acessar os prédios e dependências do DAE e de manterem contato e se aproximarem das testemunhas.

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