
A vereadora Maria Avalone (PSDB) reforçou as críticas à moção de apoio apresentada pela presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), ao projeto de lei que prevê prisão para mulheres que realizarem aborto após 22 semanas de gestação, mesmo em casos de estupro. A parlamentar classificou a proposta da liberal como uma “loucura” e um “absurdo”.
“Esse projeto de lei conhecido como o ‘PL do Estupro’ é uma loucura, um absurdo. Colocaram esse projeto com emergência para que não pudesse ser discutido. A menina que sofreu violência ter que saber se ficou grávida por conta disso e ainda receber uma penalidade se decidir interromper a gestação? Eu não sou a favor do aborto, mas em um caso desse é inadmissível”, afirmou a parlamentar em entrevista ao Jornal da Cultura FM, nesta segunda-feira (10).
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Nos bastidores do Legislativo, a proposta tem causado constrangimento aos parlamentares e desgaste à Câmara.
Além da moção de apoio ao chamado ‘PL do Estupro’, a presidente da Câmara também manifestou apoio ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) da Câmara dos Deputados, que busca derrubar a resolução aprovada em dezembro pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), a qual estabelece diretrizes para o aborto legal em crianças e adolescentes.
“A maioria dos estupros ocorre com meninas de 13 anos. Muitas vezes, elas nem sabem que estão grávidas”, pontuou Avalone.
A vereadora também criticou o fato de a moção ter sido apresentada durante o mês da mulher. “É triste, partindo de uma mulher, no mês da mulher. Eu, sinceramente, no dia que esse PL foi apresentado, fiquei assustada. Só de falar me dá uma raiva, porque eu não consigo entender como algo tão grave e violento pode receber uma moção de aplauso”, finalizou Avalone.

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