
Equipes da Polícia Científica da Polícia Civil realizam, nesta sexta-feira (7/3), perícia no carro de um dos suspeitos de matar a adolescente Vitória Regina de Souza em Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo. Vitória foi encontrada decapitada e com sinais de tortura, na área rural da cidade, na quarta-feira (5/3), uma semana depois de ter desaparecido. Isabela Thurmann/ Metrópoles
Perícia no carro de um dos suspeitos de matar a adolescente Vitória Regina de Souza em Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo
O suspeito se apresentou às 6h30 na Delegacia Seccional de Franco da Rocha. Após ser ouvido, ele saiu da delegacia encapuzado, escoltado por policiais, e deixou o local em uma viatura.
O carro do suspeito é um Corsa sedan branco. Durante a perícia, as equipes retiraram amostras de fios de cabelo e as colocaram em pequenas embalagens. Um moletom rosa também foi apreendido.
Operação policial
A Polícia Civil realiza, também nesta manhã, uma operação na área rural de Cajamar para tentar capturar os suspeitos de matar a adolescente.
Os nomes dos alvos da operação não foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Como foi o crime
Vitória Regina de Souza, de 17 anos, foi encontrada decapitada e com sinais de tortura na tarde do dia 5 de março em uma área rural de Cajamar, na Grande São Paulo.
Ela estava desaparecida desde o dia 26 de fevereiro, quando voltava do trabalho.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que o corpo estava em avançado estado de decomposição.
A família reconheceu o corpo por conta das tatuagens no braço e na perna e um piercing no umbigo.
Imagens de câmeras de segurança mostram a jovem chegando a um ponto de ônibus no dia 26 de fevereiro e, posteriormente, entrando no transporte público.
Antes de entrar no coletivo, a adolescente enviou áudios para uma amiga nos quais relatou a abordagem de homens suspeitos em um carro, enquanto ela estava no ponto de ônibus.
Nos prints da conversa, a adolescente afirma que outros dois homens estavam no mesmo ponto de ônibus e que lhe causavam medo.
Em seguida, ela entra no ônibus e diz que os dois subiram junto com ela no transporte público — e um sentou atrás dela.
Por fim, Vitória desce do transporte público e caminha em direção à sua casa, em uma área rural de Cajamar. No caminho, ela enviou um último áudio para a amiga, dizendo que os dois não haviam descido junto com ela. “Tá de boaça”. Foi o último sinal de Vitória com vida.
Pelo menos sete pessoas são investigadas pelo crime.
O delegado responsável pelo caso diz que “provavelmente foi crime de vingança”.

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