Vereadora diz que aborto não pode ser um direito; moção de apoio sai de pauta

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A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), alegou nesta quinta-feira (6) que meninas e mulheres vítimas de estupros não devem ter o aborto legalizado como direito assegurado pelo estado brasileiro, pois compreende que não se pode curar um trauma com outro trauma.

Tchélo Figueiredo

A liberal se coloca como defensora da vida e propôs uma moção de apoio ao Projeto de Decreto Legislativo 03/2025 , que susta os efeitos sobre o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e a garantia dos seus direitos, além de apoio ao Projeto de Lei 1904/2024 , que criminaliza o aborto legalizado, sob pena de 22 anos de reclusão. Ambos os projetos tramitam no Congresso Nacional.

“Eu sou a favor da vida. Eu penso e defendo que tem que mandar essa criança para o acompanhamento, para adoção e não ser dessa maneira, o aborto ser um direito. É isso que eu defendo e vou continuar defendendo. Eu sou mãe, sou mulher e justamente por isso que defendo. Sou contra o aborto, então meu pensamento é o que eu defendo e vou continuar defendendo”, argumentou ela, em entrevista.

A vereadora sustenta que não se pode interromper uma vida após a 22ª semana de gestação, mesmo em caso de estupro, pois seria tirado o direito à vida de um feto indefeso. Ela pontuou ainda a necessidade de se analisar as duas matérias sem viés político, contudo, nota-se a existência clara da “contaminação” religiosa.

“Um trauma não vai ser solucionado com outro, porque o aborto vai ser submetido a um processo cirúrgico, dentro de um hospital e essa criança pode ir para a adoção. Imagina que uma criança, após 22 semanas, ela vai estar formadinha e aí você vai interromper essa vida? Então nesse caso, gente, tem que ser repensado, não pode olhar para o lado político, a gente tem que acompanhar de uma forma melhor”, disparou.

Minutos antes de serem votadas as moções e indicações dos vereadores, a presidente deixou a sessão. No momento de leitura das propostas, o vereador Jeferson Siqueira (PSD) pediu para que as moções de Paula fossem votadas em separado, e o vereador Chico 2000 (PL) pediu também para que fossem lidas as moções da correligionária, como forma de exposição.

No entanto, a Mesa Diretora alegou que se tratavam apenas de honrarias referentes ao dia internacional da mulher. A vereadora Maysa Leão (Republicanos) chegou a sinalizar a intenção de subscrever as moções e indicações de Paula, mas em meio à saia-justa, elas acabaram sendo retiradas de pauta.

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Link da Matéria – via RD News

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