Senadora defende Fávaro sobre Plano Safra e não teme “voltar para casa”

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A senadora Margareth Buzetti (PSD) encara com naturalidade a possível volta do senador licenciado Carlos Fávaro (PSD), que cogita deixar o comando do Ministério da Agricultura caso o governo Lula (PT) promova a taxação dos alimentos para exportação. A parlamentar ressalta que a vaga é dele e que, se voltar, ela vai retornar para sua casa e vai tocar os ser projetos, entre eles, o de tentar viabilizar a sua candidatura ao Senado no ano que vem.

“Sinceramente, eu não sei [se Fávaro vai sair do Mapa], mas ele condicionou uma questão que eu achei importante, que se o governo taxar os alimentos para exportação, ele colocaria o cargo à disposição. Aí não é mais nem o governo tirando ele [do ministério], é ele saindo, né?”, frisa a senadora, em entrevista à imprensa, na manhã desta quinta (27), na Câmara de Cuiabá.

A declaração faz referência também aos rumores de que, pressionado pelo Centrão, o presidente Lula poderia demitir Fávaro. O petista, entretanto, estaria resistente à possibilidade porque está satisfeito com a atuação do mato-grossense. Rodinei Crescêncio/Rdnews

Senadora Margareth Buzetti (PSD) diz que problema no Plano Safra ocorreu por demora na aprovação do orçamento

A pressão em torno de Fávaro voltou a ficar forte nos últimos dias após o governo suspender o Plano Safra por causa da falta de recursos. Na ocasião, o ministro culpou o Congresso por não votar o orçamento de 2025 . “Nesse caso, ele está com a razão. Quando eu vi a questão do Plano Safra, eu sabia que era o orçamento que não tinha sido votado. Então, é verdade mesmo que o Fávaro disse”, pondera a parlamentar, ressaltando que o orçamento só será votado em março.

Conforme Buzetti, Fávaro tentou resolver a situação, mas o tema não avançou. Ela ressalta que achou estranho que, depois da crise, o governo federal editou uma medida provisória abrindo crédito extraordinário no valor de R$ 4,1 bilhões, cabendo ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad comunicar a medida ao setor e ao Congresso. “O que eu achei ruim foi que Fávaro tentou negociar antes disso vir à toa, não conseguiu, e dois dias depois o Haddad vem com uma solução mirabolante e faz uma medida provisória”, critica.

A parlamentar reflete que Fávaro possui um bom relacionamento com o governo federal, mas que alguns setores e partidos tentam derrubar o ministro. “Eu não entendo o motivo, porque é um ministério que tem muita relevância, mas para o agro, para quem é do agro. Saindo dali, vocês acham que o Lira [Arthur, ex-presidente da Câmara Federal] queria o Mapa? Nunca, nunca”, finaliza.

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Link da Matéria – via RD News

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