
Com o nítido descontentamento de pertencer à um partido que está no arco do presidente Lula (PT), o deputado estadual Nininho quer deixar o PSD em Mato Grosso e caminhar com um partido mais ao centro ou centro-direita, diante da sua predileção pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em conversa com à imprensa, ele conta que deve procurar o presidente do PSD, ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para tentar viabilizar sua saída antes mesmo da janela partidária de abril de 2026.
“Eu até estou bastante desligado, distante. Eu já não tenho usado o partido, já não tenho usado o Fávaro como ministro para nada, justamente para não misturar as coisas. Eu, como já tenho uma decisão tomada, estou só aguardando o momento certo para me desligar. Talvez, até antes da janela, eu até quero sair”, afirma.
JLSiqueira/ALMT
Nininho se vê prejudicado com os rumos que o partido tomou e compreende que é um caminho sem saída. Por isso, expôs que recebeu convite de 4 partidos, sendos eles, PP, Republicanos, União Brasil e o PRD. Contudo, a sua preferência é o pelo Republicanos, diante da vasta história, além de abarcar lideranças nacionais de peso, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
“Eu tenho uma simpatia boa pelo Republicanos. Em função do histórico do Republicanos, de ter um líder forte como o governador de São Paulo, o Tarcísio, que eu tenho um apreço, uma afinidade e eu gosto muito do perfil dele. Então, talvez pode ser um desses partidos favoráveis para mim migrar”, sinalizou Nininho.
Em Mato Grosso, a legenda é presidida por Adilton Sachetti que, assim como Nininho, tem base eleitoral na região Sul. As duas lideranças políticas têm proximidade e já foram correligionários.
Ainda no radar do parlamentar, que vai à reeleição em 2026, está a possível federação entre os União Brasil, PP e o Republicanos, que tornaria o grupo ainda mais fortalecido em Mato Grosso, tendo diversos nomes, como o governador Mauro Mendes (UB), senador Jayme Campos (UB), e outros deputados.

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