
Treinar em jejum é uma prática comum, seja por falta de tempo para comer antes do treino ou por quem prefere se exercitar logo ao acordar. Mas será que essa estratégia realmente traz mais resultados ou pode representar riscos?
Especialista esclarece para quem o treino em jejum pode ser benéfico e quando ele deve ser evitado.
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Treinar em jejum vale a pena?
Segundo o treinador Leandro Twin, o impacto do treino sem alimentação prévia varia conforme o nível de experiência do praticante.
“Iniciantes fazem um treinamento mais leve, pois estão começando. Porém, os mecanismos regulatórios deles são pouco desenvolvidos. Então, o funcionamento do glucagon, adrenalina, noradrenalina, GH e cortisol não é muito eficiente. Portanto, mesmo em um treinamento leve, esse tipo de grupo pode ter hipoglicemias ou perda de rendimento. Dessa forma, o treino em jejum não é indicado”, alerta.
Por outro lado, quem já tem um nível intermediário de treino pode não sofrer tantos impactos.
“São pessoas que já avançaram um pouco no treinamento. Portanto, eles têm os mecanismos regulatórios funcionando bem e fazem um treinamento razoavelmente intenso. Esse grupo consegue muito bem treinar em jejum, sem passar mal e sem perder desempenho”, explica Twin.
Avançados: “possuem mecanismos regulatórios bons. Porém, eles fazem treinamentos muito intensos. Mais intensos do que o seu corpo – mesmo adaptado – consegue compensar. Esse tipo de indivíduo, dificilmente, passa mal durante o treinamento. Mas, sente uma perda de desempenho muito grande quando ele treina em jejum“, finaliza Twin.
O treino em jejum pode até ser mais eficiente para eliminar gordura corporal. No entanto, a intensidade do exercício pode cair. Dessa forma, a estratégia, talvez, não seja a mais indicada para você. O resultado vai depender se o seu nível é iniciante, intermediário ou avançado.

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