
Após a diretoria da Agência Nacional de Águas (ANA) decidir seguir com a análise do pedido da empresa Maturati para construção de seis novas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ao longo de 190 quilômetros do Rio Cuiabá, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) foi até a sede da agência, em Brasília para tentar impedir a medida, afirmando que a construção poderá causar danos ambientais irreversíveis e comprometer o ecossistema da região.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
A declaração foi feita nessa quinta-feira (19). O deputado esteve na sede da ANA, em Brasília, na terça-feira (18), para tratar do tema. Segundo o parlamentar, os impactos atingiriam principalmente os municípios de Rosário Oeste, Cuiabá e Acorizal. Entre os projetos, um deles prevê a instalação de uma usina na zona urbana da capital, na região do Distrito do Sucuri.
“A empresa Maturati não desistiu da ideia de construir as hidrelétricas no rio Cuiabá. Então nós precisamos estar unidos, atentos, para qualquer decisão judicial, ou mesmo técnica, para impedirmos este sacrifício ao Rio Cuiabá. Eu já disse aos donos da Maturati, e repito: é possível obter os 154 megawatts que esse empreendimento deseja obter do Rio Cuiabá, através da energia solar”, afirmou.
Wilson Santos destacou que, em uma área de 1.200 hectares, seria possível gerar a mesma quantidade de energia proposta pela empresa, sem afetar o Rio Cuiabá. O parlamentar relembrou ainda que uma lei proibindo a instalação de hidrelétricas no rio Cuiabá chegou a ser aprovada, mas foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após uma ação movida pelo Sindicato Nacional de Produtores de Energia.
“O projeto foi aprovado, virou lei, mas o Sindicato Nacional de Produtores de Energia moveu uma ação direta de inconstitucionalidade e derrubou a nossa lei. Nós perdemos por 8 a 2, a lei foi anulada”, lamentou, afirmando que seguirá lutando contra a instalação das usinas hidrelétricas na região.
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