BRT não será suficiente para resolver caos no trânsito de Cuiabá, avalia Wilson

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) avalia que apenas a obra do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido) não será suficiente para resolver o problema da mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande. Para o parlamentar, é preciso de um plano maior, que contemple um projeto viário com novas avenidas, trincheiras, viadutos e outras obras estruturantes, visto que o projeto está saturado para atender a crescente demanda na região metropolitana.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

“Eu torço para que esse imbróglio acabe logo e o Governo conclua o modal do BRT, porque tanto o BRT quanto o VLT são modais superiores ao que temos aqui hoje. Mas o problema, na minha concepção, não é apenas concluir o BRT. Também é preciso ter um novo plano, novas avenidas precisam ser abertas, avenidas precisam ser alargadas em Cuiabá”, disse.

O BRT veio para substituir o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – que foi projetado para a Copa do Mundo de 2014, e teve as obras paralisadas por anos. A antiga obra custou quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos. O modal escolhido pelo Governo do Estado para substituir o projeto abandonado do VLT começou a ser construído em abril de 2023 em Várzea Grande, mas avançou para Capital somente em janeiro de 2024, após diversos entraves com a Prefeitura. No entanto, no dia 5 de fevereiro, o governador Mauro Mendes (União) decidiu romper o contrato com o Consórcio BRT e paralisar as obras. Enquanto isso, a população está apreensiva, com medo do imbróglio do VLT ganhar uma “segunda temporada” com implantação do BRT.

Wilson afirma que essa não deve ser a preocupação maior, pois apenas o novo modal não conseguirá resolver a questão do fluxo de veículos. “Cuiabá já tem mais de 400 mil veículos que transitam 24 horas, a cidade precisa de um plano viário muito maior”, pontuou. O deputado citou ainda a necessidade da expansão da Avenida das Torres e a conclusão do Contorno Leste.

“Precisamos de um plano diretor viário na região metropolitana que contemple construção de novas avenidas, túneis, viadutos. A última avenida feita em Cuiabá foi em 2010, que foi a Avenida das Torres. Há 15 anos que não há uma nova opção. E imagina o que aumentou de veículos em Cuiabá nos últimos 15 anos. Então vai concluir o BRT e os engarrafamentos continuarão acontecendo. Nós teremos permanentemente problemas de acidentes. Somente o BRT não é solução definitiva”, afirmou.

Enquanto isso, uma audiência já foi marcada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) com representantes do Consórcio BRT, para discutir sobre a rescisão do contrato, mas precisou ser remarcada nas duas vezes. Após a decisão de rompimento, o Consórcio BRT foi notificado a apresentar defesa à Sinfra e enviou a resposta nessa quarta (19). A Sinfra informou que irá analisar a resposta nos próximos dias. 

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Link da Matéria – via RD News

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