Jayme rejeita imposição no UB para 2026 e diz: Não estamos na ditadura

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O senador Jayme Campos (União Brasil) não crava que será candidato ao Governo de Mato Grosso em 2026, contudo, alerta a cúpula do partido que não vai tolerar nenhum tipo de imposição, sem que ocorra uma discussão aberta com os filiados. “Posso ser senador, porque minha candidatura praticamente é na nata e posso ser governador” , ressalta, ponderando que não vive de política. O problema é que o governador Mauro Mendes (União) sonha em ser senador, o que também pode gerar um conflito interno.

Atualmente, uma ala do União rejeita em ceder a disputa ao Palácio Paiaguás para o atual vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), que tem apoio de Mauro, que é presidente do União no estado. Lideranças como Jayme, compreendem que o movimento de Mauro não representa um decisão do partido. Neste cenário, o senador reforça que imposições estão fora de cogitação, já que o partido é grande. “Não estamos vivendo aqui na ditadura, o tempo de Adolf Hitler [nazista] ou Saddam Hussein no Iraque”.

“Tem um diretório estadual, diretório regional. Vamos discutir amplamente. Caso contrário, sabe o que é isso aí? Eu não sei se é terrorismo, se é ditadura. Eu não mexo assim. Eu faço política de forma democrática, respeitando os aliados. Ouvindo as bases partidárias. Se não for dessa maneira, claro, natural, que eu deixo de fazer política”, disparou Jayme em entrevista à imprensa.  Andressa Anholete/Agência Senado

Senador Jayme Campos analisa cenários rumo a 2026 e avisa que não irá tolerar imposição de nomes e cobra debate amplo com as bases do União

Jayme frisa que não possui divergências com Mauro e nem com Pivetta, entretanto, ressalta que o caminho precisa ser construído. O senador não descartou sua saída do partido em caso de conflitos. “Eu não tenho nada contra a Pivetta, muito menos contra o Mauro. Não sei [se a solução pode ser sair do partido, mas se for], sai ele ou saio eu”, diz, ponderando que ainda é necessário ver como vai ficar a situação.

Por fim, sinalizou que, neste momento, qualquer discussão que ocorrer, será precoce, embora, esteja pacificado de que não será tolerado imposições. Ele citou sua experiência na política e reiterou até a definição nas convenções, o cenário político mudar e quem seria candidato, não ser mais e vice-versa: “Todo esse filme eu já assisti”.

“Tem candidato que é candidato mais cedo e mais tarde não é mais candidato. Isso é prova inequívoca de que a política, ela é como nuvem. Ela tá lá do lado direito, daqui a pouco ela tá lá pro lado esquerdo. Numa questão de fração de segundo tudo muda. É natural isso aí. Mas não tem negócio de imposição. Na imposição não vai, né, amigo? Na marra, acabou”, completou.

Link da Matéria – via RD News

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