
Foi adiado mais uma vez o julgamento de Maroan Fernandes Haidar Ahmed, pelo júri popular, referente ao homicídio de Fábio Batista da Silva, 41, ocorrido em novembro de 2018 em um posto de combustível em Rondonópolis (212 km ao Sul). Desta vez o motivo foi que não seria possível realizar o julgamento de forma hibrida (presencial e por videoconferência).
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O julgamento de Maroan já foi adiado por diversas vezes. Em junho de 2023, por exemplo, a sessão não ocorreu por determinação do Superior Tribunal de Justiça, que analisava um habeas corpus proposto pela defesa do réu.
No último mês de junho o julgamento foi desmarcado uma semana antes porque o juiz Leonardo de Araújo Costa Tumiati, juiz da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, considerou que é curto o tempo para transportar o réu de Santa Catarina para Mato Grosso. A defesa dele já havia tentado, dias antes, adiar o julgamento com o argumento de que o casamento de um dos advogados de Maroan estava marcado para o dia da sessão. O juiz, porém, negou este pedido por considerar que o réu tem outros advogados.
O julgamento foi remarcado para o dia 26 de setembro de 2024. Entretanto, em decisão proferida no início desta semana o juiz Leonardo de Araújo Costa Tumiati retirou o julgamento da pauta “diante das informações acostadas aos autos quanto à inviabilidade da realização de forma hibrida”.
O caso
Fábio estava sentado em uma das mesas da conveniência do posto quando Maroan, que dirigia uma caminhonete Amarok branca, deixou o farol alto ligado em direção a todas aos clientes.
Com isso, Fábio foi até motorista e pediu que ele reduzisse a luz. Porém, houve uma discussão e, quando ele voltou, foi atingido por um tiro.
Testemunhas que estavam na conveniência acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para prestar socorro, mas Fábio não resistiu e morreu no local. O suspeito fugiu do local em seu veículo.
Com ajuda das câmeras de segurança e de testemunhas, a polícia chegou até Maroan, identificando ele como o suspeito do crime. Ele não foi preso na época.
Meses após o crime, ocorrido em novembro de 2018, ele postou fotos das férias de fim de ano em alto mar em uma rede social. Em outra imagem, um prato cheio de camarões. O ato chegou a ser considerado deboche pelo poder judiciário.
Em 2021 ele foi baleado em um tiroteio registrado também em uma conveniência, agora em um posto na cidade de Ponta Porã (MS), a 313 km de Campo Grande.

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