
O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não teme possível desgaste político por causa da rescisão do contrato com o consórcio responsável pelas obras do BRT. Pré-candidato ao Paiaguás, Pivetta reconhece que, quando o Poder Público não dá a resposta no tempo certo para as demandas da sociedade, vai passar pelo crivo da população. Mas, no caso específico, entende que o governo seguiu o caminho correto. Alair Ribeiro
O governador Mauro Mendes (à esquerda) ao lado do vice, Otaviano Pivetta, durante o Encontro Mato-grossense dos Municípios
Ele argumenta que o Estado realizou a licitação dentro de todos os preceitos legais e ressalta que a vencedora parecia ter todas as condições de realizar a obra no tempo previsto. “Infelizmente, é mais uma frustração de tantas que tivemos”, disse, em entrevista à imprensa nesta terça (18), durante Encontro Mato-grossense dos Municípios, realizado no Cenarium Rural, em Cuiabá. O evento é organizado pelo Tribunal de Contas do Estado e pela Associação Mato-grossente dos Municípios (AMM).
Demonstrando descontentamento com algumas empresas, Pivetta ressalta que muitas, apesar de receber em dia do Governo de Mato Grosso, não cumprem os contratos. “Nosso Governo, desde o início, cumpriu 100% os contratos, pagou 100% em dia todos os seus compromissos. Infelizmente, no Brasil, é um festival de ratos de licitação”.
Nesta linha, ressalta que alguns empresários não têm capacidade de executar os empreendimentos, mas acham que o Estado é o povo. “Que o Estado pode ser assaltado. E aqui no Mato Grosso, nesse momento, não é assim. O Estado cumpre os contratos. Nesse caso, foi rescindido. Quem deu causa à rescisão foi a construtora, que foi incapaz de cumprir com o seu contrato”, assevera.
O anúncio de rescisão do contrato e da paralisação das obras foi feito em 5 de fevereiro, com apenas 18% do projeto concluído. Foram dados cinco dias úteis para o Consórcio BRT apresentar defesa e justificativa, mas a empresa pediu uma extensão de prazo. No último dia 12, o governador Mauro Mendes (União) atendeu ao pedido da empresa e deu mais cinco dias úteis para o Consórcio.
Hoje, conforme o secretário-chefe da Casa Civil, acontece uma reunião decisiva com os empresários. Governo tenta promover uma rescisão amigável com o consórcio e estuda, até mesmo, permitir que a empresa conclua as obras da avenida do CPA enquanto realiza o trâmite burocrático para a contratação de uma outra empresa ou até mais de uma para concluir a construção do novo modal em Cuiabá e Várzea Grande. Caso não haja acordo, Estado deve optar pela rescisão unilateral do contrato.
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