
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sinalizou nesta segunda-feira (17) ter interesse em rever a permuta entre a Prefeitura de Cuiabá e a Associação dos Camelôs do Shopping Popular, que repassa 11 mil m² para ampliação do empreendimento e do estacionamento. Em contrapartida, o Município receberia uma usina de energia solar. Em 2023, o Ministério Público (MPMT) havia questionado a ausência de interesse público, omissão de dados e informações que poderiam culminar em possível lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito .
Abilio considera que há divergências entre o valor do terreno e o valor da usina, sendo necessário melhor análise por parte da nova gestão. “Estou avaliando. Acredito que é um pedido que não é compatível financeiramente. Aquela usina fotovoltaica, eu não entendo que ela seja o valor daquela área toda”. Victor Zaidem
À época deputado federal, Abilio Brunini visitou os escombros do antigo Shopping Popular, que foi consumido por um grande incêndio em 15 de julho de 2024
Aliás, o prefeito também se mostrou contrário ao repasse da área do Centro de Convivência de Idosos para o Shopping, sendo assim, deve enviar um projeto para a Câmara de Cuiabá. “Aquele Centro de Convivência de Idosos, nós não vamos passar para o Shopping Popular. Nós vamos passar para a Câmara um novo projeto, retirando daquela área, dessa área de contemplação, e vamos voltar a conversar com o Shopping Popular”, pontuou.
A área onde atualmente funciona do Shopping Popular (10.051,70 m²) possui valor patrimonial de R$ 37,6 milhões e a área que se buscava a incorporação ao estabelecimento (11.238,04 m²) possui avaliação de R$ 6,7 milhões, o que resulta no valor total da área a ser permutada de R$ 44,3 milhões.
Segundo o acordo firmado entre o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e o presidente da Associação do Shopping Popular, Misael Galvão, em 2023, a usina fotovoltaica localizada no bairro Coxipó do Ouro teria 5 mil placas solares, com investimento de R$ 20 milhões. A meta seria gerar 420 mil KWh /mês, resultando em uma economia de até R$ 500 mil por mês para a Prefeitura.
Abilio, embora considere a necessidade de rever o acordo, ressaltou que esse “problema” não é uma das prioridades ao menos no início da gestão, mas que o caso deve ser analisado mais detalhadamente por ele e por sua equipe, em conjunto com a direção do Shopping Popular. “Vai chegar o momento de a gente conversar com eles. A gente está com outros problemas no momento”, disse.
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