
Eleito na onda bolsonarista e com a promessa de revolucionar a administração, com prosperidade, justiça e progresso e grandes investimentos em áreas como social, infraestrutura, saúde e educação, o prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Manchnic (PL), convive, na prática, com um verdadeiro embaraço administrativo.
Em Brasília, encontra dificuldades para acesso aos ministérios do Governo Lula e é daqueles que, segundo fontes próximas do novo prefeito, podem até vir a dispensar recursos pelo fato do país está sendo tocado por um presidente de esquerda.
Como não se preocupou em fazer transição para se informar, com antecedência, da real situação da máquina pública até então sob Léo Bortolin, Sérgio agora bate-cabeça. Começou com deficiências em todas as áreas, principalmente na saúde e infraestrutura. A região do Vale Verde, onde Sérgio prometeu asfalto para cerca de 10 mil moradores, já está se mobilizando para cobrar-lhe providências.
Gargalos
O secretário de Saúde, médico Paulo Porciúncula, tem a árdua missão de resolver alguns gargalos no setor. Quinta maior economia no ranking estadual e considerada uma das cidades mais ricas do país, Primavera do Leste não possui hospital público e nem policlínica.
Conta com apenas uma UPA, que chega a atender mais de 500 pacientes diariamente. A parceria para socorrer pacientes do SUS funciona com a rede privada, num espécie de rodízio em que numa semana o hospital das Clínicas atende e, na outra, a demanda fica com o hospital São Lucas.

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