Vereador movimentou mais de R$ 1,2 mi em um ano, apesar de ter renda de R$ 36 mil

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Conforme a decisão que decretou a prisão do vereador Paulo Henrique, no âmbito da Operação Pubblicare, o parlamentar movimentou R$ 1.271.329,45 em um ano, apesar de ter renda declarada de R$ 36 mil e não possuir bens em seu nome. A polícia considerou este comportamento suspeito.

 

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A Operação Pubblicare foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (20), pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-MT). Ela é um desmembramento da operação Ragnatela, deflagrada em junho, e que desarticulou um grupo criminoso que operava um esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho por meio de shows em casas noturnas em Cuiabá.

 

Foi apurado que Paulo Henrique obteve vantagem econômica, no esquema, por meio de seus testas de ferro. Também foi observado um esforço coordenado para manter o vereador e outros alvos desvinculados de fluxos financeiros suspeitos.

 

“Apesar de possuir uma renda bruta mensal considerável, em virtude de seu cargo de vereador e os benefícios a ele correlatos, as investigações revelaram que Paulo Henrique não detém bens patrimoniais registrados em seu nome, o que suscita consideráveis suspeitas”, diz trecho da decisão.

 

Foram identificadas volumosas movimentações financeiras, mas a polícia concluiu que a ausência de justificativas econômicas claras para essas transações, combinada com a frequência e o volume das movimentações, indica a atipicidade das operações.

 

“Paulo Henrique de Figueiredo (…) apresentou movimentações financeiras entre 22/06/2023 e 05/06/2024 incompatíveis com sua renda declarada de R$ 36.360,00 em 01/05/2022. Nesse período ele recebeu R$ 1.271.329,45 em sua conta no Banco do Brasil, provenientes principalmente de PIX (408.453,88), DOC/TED (R$ 227.695,39), ordem bancária (R$ 211.514,27), depósitos online TAA (R$ 168.780,00) e proventos (R$ 165.303,01)”.

 

Foi apontado que o parlamentar exercia uma forte liderança sobre outros integrantes da atividade criminosa, entre eles servidores públicos, que foram destinatários de algumas transferências.

 

“As transações realizadas por Paulo Henrique, incluindo os múltiplos depósitos e terminais de autoatendimento e as frequentes transferências via PIX para diversos beneficiários, reforçam a suspeita de que os fundos estão sendo movimentados de maneira a evitar a identificação da origem e do destino final dos recursos”.

 

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