Tutor diz que gato já estava morto antes do ataque e alega doença neurológica

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O tutor preso em flagrante suspeito de permitir que seus quatro cachorros atacassem um gato até a morte, alegou à polícia ter problemas neurológicos e diabetes, e afirmou que por isso não teria conseguido segurar os cães. Além disso, afirmou que o gato já estava morto quando os cachorros o atacaram.

Reprodução

O ataque aconteceu em Juína (a 735 km de Cuiabá) e foi flagrado por uma câmera de segurança . Francisco José Andriotti Prada, de 53 anos, foi preso na quarta-feira (12). Na quinta (13), o juiz Vagner Dupim Dias, da 3ª Vara de Juína mandou soltá-lo após audiência de custódia, arbitrando uma fiança de R$ 10 mil.

Em seu depoimento a Polícia Civil, o tutor informou que é aposentado por invalidez por causa de uma cirurgia neurológica que deixou sequelas e disse que tem paradas repentinas de surtos psicóticos. Ele cria quatro cachorros da raça husky siberiano.

“Eu saio para correr com esses cachorros, para baixar a glicemia, e os cachorros viram o gato, eles me puxaram, o gato pulou, levou o choque na cerca elétrica do portão e caiu morto. Aí os cachorros pegaram ele e começaram a mastigar”, começou relatando.

No vídeo, no entanto, o gato aparece tentando fugir para o lado após ter caído do muro, o que contradiz a versão de que ele já estaria morto.

“Eu fiquei paralisado por causa da diabetes e desse problema [neurológico]. Mas eu não tenho culpa, não tive culpa, tentei segurar os cachorros. Às vezes eles tentam pegar as capivaras da Lagoa da Garça, eu tenho várias testemunhas”, afirmou.

O suspeito relatou que sai regularmente até a Lagoa da Garça com os cachorros e era para esse local que estava indo no dia do ataque. Ele reforçou algumas vezes que não teve culpa e que teria tentado segurar os animais.

“Eu puxei os quatro cachorros porque eles estavam em cima do gato, eu tive que puxar eles, não da pra ver por causa da árvore. Eu peguei, puxei de uma vez, peguei puxei de uma vez, não consegui tirar. Aí o gato ficou no asfalto morto, já estava morto”, disse.

O caso

O caso aconteceu no final de terça-feira (11). Nas imagens, é possível ver o gato tentando fugir dos cachorros, que aparentam ser da raça husky siberiano. Animal sai correndo desesperado na rua, tenta pular um portão por duas vezes, mas não consegue. Em seguida, os cães, que estão na coleira, atacam o felino.

O ataque dura cerca de cinco minutos e o tutor dos animais apenas olha. Segundo a Polícia Civil, homem “não tentou poupar a vida do animal e nem tentou cessar o ato instintivo dos cachorros”. Segundo o delegado Ronaldo Binoti Filho, responsável pelo caso, o que mais causou perplexidade foi o comportamento do professor durante o ataque. “Aquele comportamento foi o que causou maior estranhamento a todos”, diz.

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Link da Matéria – via RD News

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