
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), considerou que o governador Mauro Mendes (União Brasil) foi “sensato” em romper o contrato com o consórcio responsável pelas obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT, na sigla em inglês) em Cuiabá e Várzea Grande. Para o gestor municipal, o que mais “travou” as obras foi a “burocracia entre as gestões passadas”. Rodinei Crescêncio/Rdnews
Com rompimento do contrato, obra do BRT em execução na Avenida do CPA foi paralisada: via está “cortada” em vários pontos
À imprensa, nesta sexta-feira (07), Abilio declarou que a obra possui certo grau de complexidade, mas que a Prefeitura está à disposição para “somar esforços”, por meio de termo de cooperação, licenças e “tudo que a gente precisar fazer para a obra avançar”. O prefeito ainda disse acreditar que Mauro vai encontrar pessoas qualificadas para resolver o problema, visto que tomou a decisão de romper o contrato ao identificar que não seria possível continuar.
“E ele está certo. É triste a gente ter que sofrer com o caos na cidade e passar pelo canteiro e ver a obra parada. Então ele foi muito sensato em fazer a mudança que ele precisou fazer”, afirmou Abilio.
Questionado se não teria medo de que as obras do BRT tenham o mesmo destino do Veículo Leve sob Trilhos (VLT), quando o Governo do Estado – gestão Silval Barbosa – gastou cerca de R$ 1 bilhão e teve as obras interrompidas após a descoberta de fraudes em licitações, Abilio ironizou e fez uma menção indireta ao ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).
“Não tem mais as pessoas indo no gabinete da Casa Civil pegar o dinheiro e colocar dentro do paletó. Acho que não vai acontecer mais desse jeito, né? Então não tem como ficar igual era antes. A obra está indo com o máximo de transparência, eu acredito. A gente tem acompanhado, tem câmeras nas obras para poder acompanhar a execução”, disparou. Rodinei Crescêncio/Rdnews
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini
Rompimento de contrato
Nesta quarta-feira (05), o Governo de Mato Grosso decidiu rescindir o contrato com o consórcio responsável pelas obras do BRT (Bus Rapid Transit) em Cuiabá e Várzea Grande. A decisão foi motivada pelo não cumprimento reiterado do contrato, cuja obra iniciou em 24 de outubro de 2022 e tinha prazo para ser completamente entregue em 13 de outubro de 2024.
Após mais de dois anos e três meses desde a ordem de serviço, o consórcio só conseguiu executar pouco mais de 18% do empreendimento, além de não honrar compromissos com fornecedores, mesmo recebendo rigorosamente em dia do Governo.
“A nossa Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) notificou o consórcio mais de 50 vezes sobre os descumprimentos. Sentamos à mesa e tentamos todas as alternativas para evitar o rompimento. Porém, ficou muito claro que continuar com o contrato apenas estenderá o problema”, relatou o governador, na ocasião.
No documento que formaliza o ato, o Governo de Mato Grosso listou todas as notificações, descumprimento de prazos, erros de execução da obra e irregularidades que ocasionaram a rescisão.
“A recorrência de atrasos, o descumprimento do cronograma repactuado e a inércia na adoção de medidas efetivas para a regularização das pendencias caracterizam a inexecução do contrato, justificando a aplicação das sanções cabíveis e a rescisão como meio necessário para garantir o interesse público e a continuidade do empreendimento”, diz trecho do documento.
O Consórcio BRT foi notificado da rescisão e ainda deve apresentar sua defesa.
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