
Romilson Dourado
Fincados numa área próxima ao aeroporto internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, 40 vagões do VLT ficaram ali parados vendo o tempo passar. E haja tempo!
Foram nada menos que 11 anos. O Governo de Mato Grosso gastou R$ 1 bilhão com o projeto do VLT, apresentado na era Silval Barbosa como a maior obra de mobilidade urbana da Região Metropolitana de Cuiabá para receber jogos da Copa do Mundo de 2014.
Mas os vagões assistiram ali, imóvel, ao relento e sobre trilhos enferrujados, duas Copas, duas eleições gerais, operações policiais, prisões, brigas judiciais, prejuízos milionários aos cofres públicos è a população, transtornos, rescisões de contratos e mudança do modal para BRT.
Eis que uma década depois, esses vagões velhos e ainda “virgens” começam a ser transportados para a Bahia, que os adquiriu de MT por R$ 793,7 milhões, divididos em quatro parcelas anuais. Enquanto vão embora, enterrando o sonho do VLT circulando com milhares de passageiros por Cuiabá e Várzea Grande, o Governo de MT trava uma briga judicial para prosseguir com as obras de outro modal, o BRT. E segue a novela!

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