
O juiz João Zibordi Lara, da 2ª Vara de Peixoto de Azevedo (a 674 km de Cuiabá), manteve as medidas cautelares impostas ao delegado de polícia do município, Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues , que incluem o uso de tornozeleira eletrônica. O delegado foi alvo da Operação Diaphthora, suspeito de montar um esquema de corrupção, associação criminosa e advocacia administrativa dentro da delegacia.
Conforme publicado pelo , Geordan chegou a ser preso , mas obteve liberdade provisória com a imposição de medidas cautelares à prisão. Posteriormente, Geordan, que estava em estágio probatório, pediu demissão do cargo. Entretanto, conforme publicado no Diário Oficial, em outubro de 2024, ele foi afastado do cargo por motivo de prisão em flagrante ou preventiva com ônus.
Reprodução/Facebook
De acordo com as investigações, Geordan e um investigador teriam solicitado o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos; exigiriam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, repasses mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial. À época, a Polícia Civil, ao deflagrar a ação, chegou a divulgar que todos os esquemas e acertos levam à conclusão de que “existia um verdadeiro gabinete do crime” dentro da delegacia.
Em sua decisão, o magistrado, afirmou que, conforme prevê o artigo 4º da Resolução nº 412/2021, é recomendado o prazo de 90 dias para a reavaliação do monitoramento via tornozeleira eletrônica, que decidirá se o acusado permanecerá sob os moldes da medida cautelar.
O juiz disse ainda que o Código de Processo Penal determina que as medidas cautelares deverão ser aplicadas com base na necessidade para aplicação da lei, investigação ou instrução criminal, casos de infrações penais e “adequação da medida à gravidade do crime, circunstância do fato e condições pessoais do indiciado ou acusado”.
“A medida de monitoração eletrônica, dentre aquelas definidas pelo Juízo em sua decisão, que concedeu a liberdade provisória, encontra-se plenamente justificada, adequando-se à gravidade do delito praticado”, apontou Zibordi, que manteve as medidas cautelares contra Geordan.
Operação Diaphthora
Geordan foi alvo da Operação Diaphthora, deflagrada em 17 de abril de 2024, pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil. À época foram cumpridas 12 ordens judiciais, sendo sete mandados de busca e apreensão, três medidas cautelares e dois mandados de prisão preventiva, este útimo contra Geordan e um investigador de polícia civil.
Segundo a Polícia Civil, as investigações iniciaram após denúncias recebidas no Núcleo de Inteligência da Corregedoria Geral, que apontavam o suposto envolvimento de policiais civis, advogado e garimpeiros da região de Peixoto de Azevedo em situações como a solicitação de vantagens indevidas, advocacia administrativa e ainda o assessoramento de segurança privada pela autoridade policial, caracterizando a formação e uma associação criminosa no município.
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