BRT: Mauro vê caminho doloroso, mas garante ter “cartas na manga”

Imagem

O governador Mauro Mendes (União) garante que refletiu e tomou medidas antes de decidir romper com o contrato do Consórcio BRT. Em entrevista à imprensa, durante entrega da  reforma e ampliação da Escola Estadual Leovegildo de Melo, Mauro reconhece ter ciência que enfrentará um caminho longo e doloroso, mas ressalta que não havia outra saída diante dos constantes atrasos e descumprimentos dos prazos contratuais. O Estado anunciou o rompimento na quarta (5).

“Governo de Mato Grosso tem sim uma estratégia, jamais tomaria essa decisão se não tivesse umas cartas na manga. Quem me conhece sabe que eu não ajo por impulso, eu não fico dando entrevista, falando aquilo que o governo não tenha certeza que possa fazer. Se tomamos essa medida é porque sabemos os próximos passos, mas prefiro concretizar para, somente depois, anunciar”, disse.

Reprodução

Ainda conforme Mauro, neste momento, o Executivo aguarda a resposta do consórcio, que tem prazo de cinco dias úteis para apresentar seus argumentos. O governador ressalta que um deles é plausível, relativo aos atrasos ocasionados pela judicialização da obra, promovida pela Prefeitura de Cuiabá. O chefe do Paiaguás ressalta, no entanto, que essa fase foi vencida e que, mesmo assim, o desrespeito aos prazos contratuais seguem de forma constante.

“Na próxima semana o consórcio deve responder e nós vamos poder responder [quando as obras serão retomadas]. Vai ser no menor espaço de tempo possível. Uma rescisão é um caminho longo e doloroso, por isso, que nós evitamos”, garante o governador, que tem sido criticado por alguns políticos que temem que se repita a mesma novela do VLT, que, após longo imbróglio, nunca ficou pronto, sendo substituído pelo BRT.

Mauro assevera, entretanto que deu todas as oportunidades possíveis para a responsável pelas obras, mas que não viu melhorias. “Tudo na vida tem um limite e chegou nesse limite e nós estamos tomando as providências”.

Soluções

Entre as soluções estudadas está a contratação emergencial de uma grande empresa ou várias para tocar as obras da forma mais rápida possível. Todo trâmite deve ser acompanhado pelo TCE e MPE. Mauro conta que, neste momento, a Sinfra realiza um estudo técnico e uma sondagem de mercado para verificar qual seria a melhor estratégia.

Perguntado se há uma previsão para a retomada das obras, Mauro reconhece que não. Pondera que é necessário vencer algumas etapas antes dessa definição.

“Quem me conhece sabe, trabalho com seriedade e esse prazo [retomada das obras] será o menor possível. Pode ser semanas ou poucos meses, mas em breve as obras estarão retomando”, finaliza.

Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI)

Link da Matéria – via RD News

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*