
O vereador por Cuiabá, Daniel Monteiro (Republicanos), reconheceu que o ex-prefeito, Emanuel Pinheiro (MDB), deixou um verdadeiro caos na administração herdada por Abilio Brunini (PL), mas não isentou o liberal da responsabilidade no retorno da volta às aulas, que precisou ser adiado para o dia 10 de fevereiro .
Tchélo Figueiredo
Segundo o parlamentar, a demora de Abilio em nomear as equipes gestoras, compostas pelos diretores, coordenadores e supervisores, também foi crucial para comprometer a execução de ações emergenciais nas unidades de ensino da rede municipal. “De fato, o Emanuel deixou um legado catastrófico, deixou parte das escolas sucateadas, uma série de débitos para a Secretaria de Educação, assim como tantas outras”, iniciou.
“Entretanto, é importante que ponderemos, que a nomeação dos gestores escolares e secretários, só adveio [no dia 21 de janeiro], cerca de 16 dias antes das aulas. É um tempo muito curto, porque quem faz lá na ponta, quem limpa caixa d’água, quem corta o mato para que a escola comece o ano letivo descentemente, é a gestão escolar, porque a Prefeitura não consegue chegar em 170 a 180 unidades”, completou.
O vereador sustenta que existe uma “culpa concorrente”, ou seja, tanto do ex-prefeito quanto da nova gestão, que não conseguiu se organizar em tempo hábil. O atraso no calendário vai afetar diretamente os alunos, que terão que repor aulas aos finais de semana para cumprimento dos 200 dias letivos.
“Entendo que nesse primeiro momento, há uma culpa concorrente, mas preciso apurar se foi isso que aconteceu. Não quero ser leviano, mas não posso isentar ninguém da responsabilidade, porque o atraso é muito grave”, pontuou.
Diante deste cenário, o vereador, enquanto presidente da Comissão de Educação, convidou a secretária de Educação, Solange Dias , para a reunião a ser realizada nesta quarta-feira (5), às 9h, na Câmara Municipal, para que ela apresente explicações sobre o atraso do ano letivo. Além disso, o vereador informou que também serão discutidas medidas como a proibição do uso de celulares em sala de aula e a ausência da Semana Pedagógica, que não foi realizada este ano.
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