Senador crê em influência de Trump para destravar anistia a bolsonaristas

Imagem

O senador por Mato Grosso, Wellington Fagundes, prometeu empenho do PL para conseguir tirar do papel o projeto de anistia aos  presos pelo ataque a praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro 2023, em um ato de contestação ao resultado das urnas que elegeram o presidente da República  Lula (PT).  Ele  acredita que a vitória de Donald Trump, nos Estados Unidos, possa ajudar nas articulações em favor dos bolsonaristas.

O presidente americano é “simpatizante” do ex-presidente da República  Jair Bolsonaro (PL). O senador relembrou que um dos primeiros atos de Trump, foi a anistia a presos americanos. Porém, não citou que os anistiados participaram de uma tentativa de golpe, na invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. 

Annie Souza/Rdnews

“Nós vamos começar a trabalhar de maneira mais forte, principalmente agora com a eleição do Trump nos Estados Unidos. Tem influência sim, o presidente Trump, ele vai com certeza buscar fazer com que a anistia seja presente. Os Estados Unidos fizeram anistia agora e aqui é tudo similar. O processo que fizeram com o Trump lá, queriam deixar ele inelegível e fizeram aqui com Bolsonaro”, comentou, durante entrevista ao Programa Tribuna, da Rádio Vila Real.

Segundo Wellington, a anistia aos bolsonaristas, só deve alcançar os “inocentes”, que participaram da manifestação pacífica em Brasília, enquanto os depredadores, não serão agraciados com o perdão judicial. A ala da direita tentou emplacar o projeto, mas não teve apelo popular e nem da classe política em geral no Congresso Nacional. A ideia é reforçar a necessidade de liberdade, justamente, para alcançar simpatizantes do ex-presidente Bolsonaro, às vésperas das eleições de 2026.

“A anistia tem um objetivo, é tirar o peso da Justiça das costas de mais de mil pessoas que foram lá se manifestar, não estava fazendo quebra-quebra. Aqueles que quebraram, não estarão estarão na anistia. Tem os inquéritos [que vão fazer essa separação]. Se teve alguém que quebrou, tem que pagar […] São poucos que fizeram. A grande massa estava lá [apenas se manifestando]. Eles prenderam cadeirante, pessoas com deficiência mental, prenderam vendedor ambulante, pessoas sem a mínima condição”, argumentou.

O ato que culminou com o ataque aos Três Poderes, iniciou ainda em 2022, horas após a proclamação do resultado das eleições, em 30 de outubro. Muitos manifestantes fecharam rodovias, tendo Mato Grosso, como um dos campos mais férteis de insuflamento dos atos. O tensionamento se arrastou por mais de 2 meses, com militantes acampados em porta de quartéis, pedindo intervenção militar com Bolsonaro no poder, tudo, com certa conivência de governadores e demais políticos da direita espalhados pelo Brasil.

O ápice  ocorreu com a marcha ao Distrito Federal, onde financiadores coletaram bolsonaristas pelo país, tentando aumentar o coro de instabilidade na Capital federal – que passou por desmantelamento depois do ataque. Atualmente, alguns poucos manifestantes foram condenados, a mais de 17 anos de cadeia, por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, por isso, a corrida contra o tempo para evitar novas condenações.

A pressão pela anistia e possível revogação da inelegibilidade de Bolsonaro, somente por desejo ou influência de Trump, poderia configurar em uma clara interferência na soberania do país.

Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI)

Link da Matéria – via RD News

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*