
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho (União), que encerra hoje (31) oito anos à frente do Parlamento, reconhece que os “amigos do poder” já começam a se afastar. “Evidentemente que muda, o poder é assim. Você tem que estar acostumado e eu entendo perfeitamente. Meu telefone tocava todo dia, tinha muita mensagem, agora eu quase não recebo mais, normal. Muitos não são amigos do Botelho, são amigos do poder e isso é perfeitamente normal”, disse durante conversa com a imprensa, na manhã desta sexta-feira, quando fez um balanço de suas ações à frente do Poder Legislativo. Patrícia Sanches/Rdnews
Eduardo Botelho, presidente da Assembleia, apresenta balanço sobre os seus 8 anos à frente do Parlamento em entrevista à imprensa de Cuiabá
Botelho conta que muitas pessoas, que sempre atendiam na hora, também já demoram a dar retorno. Apesar disso, o parlamentar diz entender que isso é natural e inerente a qualquer pessoa, quando perde o poder. Perguntado sobre seus novos passos, ele diz que retorna para o seu gabinete e que se articula para presidir a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), que é a mais cobiçada. Para tanto, lembra que precisa ser indicado pelo partido e, depois, ter aval dos colegas.
Durante a coletiva, Botelho fez um balanço sobre as ações implementadas. Para ele, seus maiores legados são ter ajudado o Estado a ter equilíbrio fiscal e ampliado o protagonismo dos deputados. Ele lembra que encarou uma chuva de críticas e até ameaças, para aprovar as reformas que colocaram o Estado nos trilhos e garantiram os investimentos hoje realizados. “Fizemos a sessão mais longa da história”.
O parlamentar apresentou números dois oito anos e destacou o fato, por exemplo, do Legislativo ter devolvido R$ 271 milhões do duodécimo para realização de ações para a sociedade; entrega de mais de 24 mil títulos de regularização fundiária; além da primeira rádio FM de assembleia legislativa do Brasil.
Para Botelho, a ALMT teve um papel fundamental ainda durante a pandemia da covid 19, quando aportou R$ 30 milhões em várias ações, tendo destaque, por exemplo, para a viabilização do centro de triagem na Arena Pantanal; além de R$ 10 milhões para o Hospital Metropolitano.
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