
O deputado estadual Júlio Campos (União) é contra a possibilidade do Governo do Estado romper o contrato com a empresa responsável pela construção do BRT em Cuiabá e em Várzea Grande. Possibilidade é aventada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) e defendida pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, em razão do atraso na implementação do modal.
“Eu acho que é uma loucura. Calma aí. Você viu o que aconteceu quando o Pedro Taques [ex-governador] resolveu romper o contrato do VLT. O que aconteceu? Parou a obra. O Estado de Mato Grosso pagou um prejuízo de R$ 1,1 bilhão jogado fora. Destruíram todo o equipamento que tinha aí”, dispara o parlamentar, em entrevista à imprensa.
Júlio se refere a decisão do ex-governador que “herdou” a obra do VLT da gestão Silval Barbosa, que encerrou sem entregar o modal que deveria ter ficado pronto para a Copa do Mundo de 2014. Situação provocou duro embate judicial que se arrastou por anos, chegando ao fim apenas no governo Mauro que, em 2022, após aval do Supremo , assinou o contrato com as empresas responsáveis pelas obras do Bus Rapid Transit (BRT).
Marcos Lopes/ALMT
À época, o Paiaguás anunciou um investimento de R$ 468 milhões e que o contrato seria executado em 30 meses. No entanto, já houve um aditivo e, agora, a previsão de término foi postergada para 2026. Passados dois anos e meio, segundo Sérgio Ricardo, apenas 18% das obras foram executadas . Insatisfeito, Mauro tem feito críticas públicas às empresas que compõem o Consórcio BRT e ameaça romper. Júlio, por sua vez, acredita que a situação pode criar uma nova “novela”, prejudicando a população.
“Destruíram tudo que estava pronto. Não concluíram a obra [VLT] e inventou-se o BRT. Agora que o BRT está caminhando, já vai fazer novo rompimento. É sinal que não querem resolver o problema de transporte urbano de Cuiabá e Várzea Grande. Eu sou contra”, criticou.
O parlamentar lembra que a fase mais crítica da obra nem iniciou, que são as intervenções na Avenida Tenente-Coronel Duarte, a Prainha. Ainda conforme o parlamentar, há problemas nos projetos, que estão sendo resolvidos. “Ninguém é culpado de fazer uma obra sem projeto executivo concluído”, alfinetou.
Para o parlamentar, o ideal é que o Governo abra o diálogo com os empresários porque, na sua opinião, a celeuma está relacionado à questões de engenharia. “Será que Cuiabá aguenta mais quatro anos de obra paralisada?”, questiona, ao classificar a possibilidade da medida como precipitada.
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