
A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), não descarta abrir uma CPI para investigar a Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos entre a Prefeitura de Capital e a CS Mobi Cuiabá, responsável pelo estacionamento rotativo. Tema ainda será debatido com os parlamentares.
Para a liberal, a empresa instalou os parquímetros, está arrecadando recursos, mas não está cumprindo com a contrapartida que é a construção do Mercado Público Municipal e a restauração do Centro Histórico. “Nós não temos um cronograma, isso não ficou claro para população. Então é importante que venha para câmara, a gente abre uma CPI e faz essa discussão”, disse a presidente do Legislativo em entrevista à imprensa durante inauguração da Sala da Mulher, nessa terça-feira (28).
Jessé Soares
Em nota, a empresa rechaça a tese de que não está cumprindo o contrato. Ele alega que antecipou a entrega do Novo Mercado Municipal Miguel Sutil para 2025, dois anos antes do previsto, com 100 pontos comerciais e a expectativa de 3 mil visitantes diários, o que irá fomentar a economia local. CS Mobi Cuiabá garante ainda que a PPP irá modernizar e revitalizar o centro histórico de Cuiabá e melhorar a infraestrutura urbana, promovendo acessibilidade e inovação urbana para todos os cidadãos.
Detalha que, conforme o projeto serão implantadas 39 novas faixas elevadas de pedestre, mais de oito quilômetros de circuitos podotáteis e 134 rampas de acessibilidade, além de 3,5 mil metros de meio-fio recompostos e manutenções em calçadas. Paula, assim como o prefeito Abilio Brunini (PL) – que estuda a revogação do contrato – discorda da evolução dos empreendimentos. “A empresa está arrecadando e não está fazendo nada”.
Para ela, não ficou claro para a população qual é o cronograma da empresa. Além disso, a população não quer pagar para estacionar o carro na rua porque não tem segurança. “Realmente tem que ser feito uma CPI e trazer ideias sobre que maneira que vai ser feito”.
Na semana passada, Abilio anunciou que tem a intenção de reincidir o contrato “amigavelmente” ou através de instrumentos jurídicos. Em setembro do ano passado a empresa, durante coletiva, apresentou detalhes do cronograma que promete executar – saiba aqui
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