
Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (29) a 2ª fase da Operação Sangradouro, que tem como objetivo desarticular um esquema envolvendo a falsificação de documentos para requerer aposentadorias na Fundação nacional dos Povos Indígenas (Funai).
As informações são preliminares, mas a reportagem apurou que as equipes fazem buscas na cidade de Barra do Garças (508 km ao leste de Cuiabá), em Piranhas (GO) e no Distrito Federal.
Primeira fase
As investigações da PF foram iniciadas em 2021 e estão em andamento, mas já se apurou prejuízo aos cofres públicos no valor de R$ 64 milhões. Um tabelião e um servidor da Funai foram afastados de seus cargos na primeira fase, em 28 de junho de 2023.
Foram identificados indígenas de inúmeras aldeias e terras indígenas que tiveram documentos falsificados. O levantamento ainda continua. Freitas também esclareceu que está sendo apurado se os beneficiários do esquema seriam os servidores ou os próprios indígenas, e também se eles pagavam pela fraude.
Delegado Murilo Freitas ainda explicou que, por meio de denúncias anônimas, foram realizados diversos batimentos de registros de documentos “tardios” onde os “indígenas criados” de forma fraudulenta tinham exatamente 60 anos (homem) e 55 anos (mulher), cumprindo de forma fictícia os requisitos para se aposentarem.
A origem de toda a fraude é a emissão do “Registro Administrativo de Nascimento de Indígenas” (RANI), onde então todos os outros documentos são retirados. Logo na sequência (dias ou semanas) os estelionatários procuravam o INSS para se aposentarem.

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