
Helena Ferreira da Silva foi condenada pelo Tribunal do Júri de Cuiabá a 16 anos de prisão, em regime fechado, por matar sua sogra Evalina Evangelista Bispo a facadas no ano de 2007. Durante a investigação, foi apontado que ela tinha interesse no terreno da vítima, porém, os jurados consideraram que o motivo do crime não foi suficientemente esclarecido.
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O julgamento ocorreu na última sexta-feira (24). Durante o processo foi apontado que a suspeita tem uma doença mental, contudo, o Conselho de Sentença concluiu que, na época dos fatos, Helena era capaz de entender o caráter ilícito de seus atos.
Os jurados não reconheceram que o crime foi cometido por motivo torpe, mas reconheceram que foi cometido com meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi atingida pelas costas em sua própria casa. Considerando a decisão do júri, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, então declarou Helena culpada.
Ao calcular a pena, a magistrada destacou que o crime foi praticado na presenta da neta da vítima e da filha de Helena, que na época era uma criança de cerca de 7 anos. No entanto, ela considerou que não ficou comprovado o motivo. Além da sentença, ela decretou a prisão da ré.
“Acusada e vítima estavam conversando quando, por razões não esclarecidas, discutiram e a acusada, de posse de uma faca, desferiu vários golpes contra a vítima, o que lhe causou a morte (…). O motivo do crime não restou suficientemente esclarecido”, pontuou a juíza, ao condenar Helena a 16 anos de prisão em regime fechado.
O caso
Evalina havia cedido parte de seu terreno para seu filho, para que morasse lá com sua companheira, Helena. Conforme apurado, durante a convivência a suspeita sempre apresentou um temperamento difícil, tanto com a sogra, quanto com o companheiro. Algumas vezes as discussões eram motivadas pelo fato de Helena querer se separar do filho de Evalina e ficar com uma parte do terreno onde viviam.
A hipótese é que, para a suspeita, a vítima era um entrave ao seu objetivo, porque dizia que só “sairia do terreno morta”. No dia dos fatos, Evalina conversava com Helena até que iniciaram uma discussão. A suspeita então teria pegado uma faca e dado vários golpes na outra mulher. Evalina foi socorrida e levada ao Pronto Socorro, mas com os ferimentos que sofreu, não resistiu e morreu.
Helena chegou a ser condenada pelo Tribunal do Júri, mas houve recurso e a Justiça reconheceu que houve falha no julgamento e o anulou.

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