
O Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed -T) manifestou preocupação sobre as medidas adotadas pelo prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL), por meio do decreto 10.853/2025, para controle da epidemia de dengue e chikungunya. Em nota assinada pelo presidente Adeildo Martins de Lucena Filho, o sindicato informou que a abertura das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para o tratamento das arboviroses sobrecarrega o funcionamento, assim como as unidades não possuem estrutura para esse tipo de atendimento.
Segundo o decreto da Prefeitura, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) devem suspender os agendamentos e priorizar as demandas espontâneas. Com isso, a estratégia para o período de emergência é transferir os pacientes para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) apenas se necessário.
Para o Sindimed-MT, o novo funcionamento compromete o Programa de Saúde da Família (PSF), uma vez que não possuem estrutura para atendimento de casos de emergência ou urgência.
“Essas medidas irão resultar em uma grave sobrecarga das UBSs, descaracterizando o Programa de Saúde da Família (PSF), comprometendo o atendimento de pacientes crônicos e colocando em risco a continuidade do cuidado que é a base da atenção primária”, afirmou a nota.
Outras alternativas previstas no decreto da Capital são o transporte dos pacientes em policlínicas para as UBSs e ampliação do horário de funcionamento. Diante disso, o sindicato se preocupa com a integridade dos profissionais em jornadas exaustivas.
“O transporte de pacientes de policlínicas para UBSs, aliado à ampliação do horário de funcionamento sem a devida compensação aos profissionais, irá expor médicos e outros servidores a jornadas extenuantes e injustificáveis, bem como criar situações comprometedoras para a segurança dos profissionais”, destacou a entidade.
A fim de resguardar os profissionais diante de constrangimentos ou filmagens invasivas dentro das UBSs, o sindicato orientou que os médicos realizem o registro detalhado de cada atendimento, cumpram somente os horários regulamentares e a iniciarem uma gravação paralela quando forem filmados.
Por fim, o sindicato apresentou um requerimento expressando preocupação sobre as possíveis consequências da nova modalidade de atendimento nas UBSs.
“Continuaremos atentos e mobilizados, buscando o diálogo com os gestores e acionando os órgãos competentes para reverter medidas que comprometam o atendimento de qualidade à população e os direitos dos trabalhadores da saúde”, finalizou.
Confira, abaixo, a nota completa.

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