Alta velocidade e falta de estrutura para travessia colocam vidas em risco

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Há uma semana, Cristiane Alves Nogueira Marcoski, 44, foi atropelada por um carro na BR-364, no Distrito Industrial, em Cuiabá, e morreu. Porém, este não foi um caso isolado de acidente no trecho. O foi até a região e ouviu reclamações de pedestres que atravessam diariamente na rodovia para ir trabalhar.

 

De acordo com as pessoas ouvidas pela reportagem, a velocidade com a qual os veículos passam na rodovia e a falta de uma estrutura para o pedestre atravessar (faixa, passarela) tornam o trecho extremamente perigoso para quem precisa passar por ali para trabalhar ou voltar para casa. Não há sinalização e a iluminação é escassa.

 

“Tem muito acidente, já vi gente morrendo aqui na minha frente”, disse Cleiton Gomes Silva, que trabalha na Central Atacadista e da Agricultura Familiar (Ceasa-MT) há 10 anos.

 

Márcio Justino também trabalha na Ceasa como segurança há um ano. Mesmo trabalhando na região por pouco tempo, ele afirma que acidentes com pedestres, ciclistas e motociclistas são comuns.

 

“Aqui tem acidente direto. O pessoal atravessa de moto, de bicicleta, a pé, e não tem uma passarela, não tem um contorno, uma faixa para o pessoal atravessar. Já aconteceram muitos acidentes. Já teve colega nosso, no Ceasa mesmo, que já sofreu acidente. Desde a época que eu estou aqui, há um ano, já teve umas quatro pessoas que morreram”, contou.

 

A mulher vítima de acidente no último domingo (19) foi atingida por um Fiat Palio à noite. Alex Sandro, que atravessa a rodovia de segunda a sexta de madrugada, explicou que no período noturno a visualização dos veículos se torna ainda mais difícil.

 

“Aqui é muito perigoso, ainda mais a noite. Você tem que ter cuidado, porque se um carro vem com a luz muito alta, você não sabe se ele está perto ou longe. A pista fica muito escura, a iluminação é péssima, é um breu puro”, disse.

 

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística e a Nova Rota do Oeste,q ue administra a BR-364, mas não obteve resposta até o momento da publicação sobre questionamentos de melhorias no trecho.

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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