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Ora 03 GT
Com crescimento de marcas e modelos, os carros elétricos têm ganhado fama no mercado de automóveis nacional. A popularização se dá por ser uma alternativa em razão do alto preço dos combustíveis e da demanda por tecnologia. Em 2024, a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) registrou o emplacamento de 31 mil carros eletrificados (híbridos e elétricos) em Mato Grosso.
De 2023 para 2024, o preço dos automóveis eletrificados diminuiu com o aumento da competição entre montadoras do setor – a BYD e a GWM. Já alguns modelos são movidos exclusivamente a eletricidade, fato que dispensa o gasto com combustíveis. Com isso, cada vez mais pessoas pensaram no carro elétrico como investimento, mesmo que o valor seja pouco acima de veículos como Fiat Pulse e Toyota Corolla Cross.
Entretanto, ainda que atraentes pelo desenho sofisticado, os carros elétricos podem apresentar maior desvalorização do que veículos a combustão, chegando a 57% de diferença. O comparou o preço médio dos três carros elétricos mais vendidos do Brasil em 2024 – BYD Dolphin, BYD Dolphin Plus e GWM Ora 03 – com o valor dos três carros mais vendidos à combustão – Chevrolet Onix, Fiat Strada e Volkswagen Polo. A análise partiu de veículos do ano de 2024 e mediu a desvalorização com um ano de uso. Ou seja, de janeiro de 2024 até o momento presente. Divulgação
BYD Dolphin Plus
Os preços médios foram retirados dos indicadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a tabela FIPE.
Em um ano, notou-se que os carros elétricos desvalorizaram uma média de R$ 28 mil. Já os veículos à combustão desvalorizaram R$ 12 mil. Dessa forma, conclui-se que os eletrificados desvalorizam 57% a mais que os convencionais.
O veículo que mais desvalorizou foi o BYD Dolphin Plus, que valia R$ 179,8 mil enquanto carro Zero KM em 2024, mas chegou aos R$ 143,2 mil em janeiro deste ano. Do outro lado, o Volkswagen Polo saiu de R$ 97,5 mil para R$ 83,7 mil.
Adaptação difícil
Algumas razões para a maior desvalorização são a pouca oferta de pontos de carregamento, bem como a insegurança quanto à durabilidade da bateria. Uma unidade para um modelo da marca BYD custa R$ 66 mil e possui garantia de oito anos, com durabilidade prevista para sete.
Em Cuiabá, o único eletroposto gratuito fica na sede da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). Outros pontos de abastecimento ficam em estacionamentos de grandes empresas, como o Shopping Estação Cuiabá e o supermercado Big Lar, ambos na Avenida Miguel Sutil.
Diante das especulações, o diretor do Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos de Mato Grosso (Sincodiv – MT) e proprietário do Grupo Saga, Edson Maia, avalia que é natural que os meios se adaptem às necessidades dos carros elétricos.
“Quando se lançou o carro a etanol no Brasil, havia pouquíssimos postos, principalmente no interior, que tinham o etanol disponível. Isso é uma questão de tempo. Cada vez mais a quantidade de veículos híbridos e elétricos no mercado vai trazer mais pontos de carregamento. Por exemplo, as novas residências já contam com pontos adaptados para os carros elétricos”, pontuou.
O grupo Saga é o detentor da marca BYD. O empresário comenta que a construtora chinesa tem articulado seus produtos para ganhar reputação entre os consumidores. “A BYD dá uma garantia muito grande de bateria para ter a confiança do mercado, chega até oito anos de garantia”, detalha.
De forma geral, o empresário vê os entraves e inseguranças do novo produto como naturais, já que todo o começo é difícil. Dessa forma, as dificuldades com revenda e outros aspectos tendem a ser superadas no futuro.
“Se é mais fácil ou mais difícil de revender o carro elétrico, o comportamento do mercado ainda não é claro quanto a isso. Eu, por exemplo, já vendi um usado que eu tinha e não tive dificuldades. Poderemos ver isso com mais clareza daqui a uns dois anos”, argumentou Edson.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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