
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) obteve, nesta sexta-feira (24.1), a primeira identificação por meio de DNA de uma das doze vítimas do cemitério clandestino de Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá). Trata-se de um adolescente de 15 anos. Essa é a quinta vítima a ser identificada pelo órgão.
O resultado foi obtido a partir da identificação de vínculo genético com a mãe da vítima, que forneceu amostra genética na unidade da Politec de Lucas do Rio Verde. O material foi encaminhado para processamento no Laboratório Forense da Capital e comparado com a amostra biológica do menor – ambas foram compatíveis. Morador em Lucas do Rio Verde, o menor estava desaparecido desde 15 de setembro do ano passado.
PJC
Os restos mortais do adolescente também passaram por exame pericial antropológico para a definição da causa da morte.
Além do menor, já foram identificadas outras quatro vítimas: Rafael Pereira de Souza e Andris David Mattey Nadales, de 19 anos, que foram sequestrados em janeiro deste ano; Wilner Alex de Oliveira Silva , de 29 anos, que foi raptado no fim de dezembro do ano passado; e Mateus Bonfin de Souza , de 19 anos. Os corpos foram identificados por método papiloscópico, que consiste no confronto das impressões digitais, e já foram liberados.
Trabalho continua
No cemitério clandestino, foram localizados os restos mortais de doze corpos, no dia 11 de janeiro. Ainda faltam a identificação de outros sete corpos.
A Politec pede que familiares (pai, mãe, filho, ou mais de um irmão) de pessoas desaparecidas, que ainda não forneceram material genético, procurem umas das unidades do Instituto de Medicina Legal (IML) para a coleta do material genético de referência. Os perfis genéticos obtidos são inseridos no Banco Nacional de Perfis Genéticos, onde é realizada uma busca automática em todo o território nacional.
A coordenadora de perícias em Biologia Molecular da Politec, Rosangela Guarienti Ventura, informou que as análises estão em andamento para a conclusão de todas as identificações.
“Nesta ocorrência, em especial, oito das doze ossadas só poderão ser identificadas por DNA, como é o caso do adolescente, ou por arcada dentária. Por isso, nós solicitamos à população, especialmente aqueles familiares que tenham algum ente desaparecido, que venha até uma unidade da Politec. É uma coleta da saliva, indolor e rápida”, frisou.
A coordenadora ressaltou que não é preciso a apresentação de boletim de ocorrência deste caso. Basta comparecer à unidade da Politec e levar a documentação pessoal. “Estamos concluindo as demais análises. Em breve, os oito corpos estarão com o DNA disponível para confronto, tanto a nível estadual quanto nacional”, explicou.
Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Faça um comentário