
O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), que deixa a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no próximo dia 03 de janeiro, diz que não se sente “rebaixado” por ficar fora da Mesa Diretora após oito anos no comando da Casa. Além disso, afirma que não existe mais “baixo clero” no Legislativo mato-grossense.
Vanderson Ferraz
“Foi um período de muita grandeza para o Parlamento. Pegamos num período crítico, onde a Assembleia vinha de problemas de delações e policialescos, sendo acusada de patrocinar todas as corrupções do governo que saiu em 2014. Então, nós fizemos um trabalho muito grande aqui de recuperar a Assembleia e recuperar o protagonismo,”, disse Botelho, após presidir as últimas sessões como presidente da ALMT.
Botelho também garantiu que não se sente rebaixado por deixar a Mesa Diretora. Ainda negou a intenção se ser nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
“Aqui não tem mais baixo clero, essa gestão que eu fiz dentro da Assembleia, todos os deputados estão no mesmo nível”, pontuou. “Eu não sei. Eu acho que tem gente tentando me levar para o TCE. Mas eu gosto da função. Gosto de ser deputado, gosto da política. É aqui que a gente faz mudança e eu vou ajudar enquanto eu puder aqui dentro”, completou.
Agora, Botelho se articula para assumir a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) . Segundo ele, o cargo permite manter uma postura proativa no Parlamento.
A CCJR, atualmente presidida pelo deputado estadual Júlio Campos, correligionário de Botelho no União Brasil, é considerada a comissão mais importante. O colegiado é responsável por analisar todos os projetos de lei que tramitam no Parlamento, inclusive as mensagens do poder Executivo, aferindo sua constitucionalidade ou não.
Botelho deixa o terceiro mandato como presidente da ALMT. Será substituído pelo deputado estadual Max Russi (PSB), atual 1º secretário.
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